Crianças só saem da Expo com brinquedos
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Embora o maior volume de negócios na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina aconteça em recintos fechados, é a movimentação das pessoas que dá visibilidade ao evento. Seria possível imaginar a exposição sem a maçã do amor ou sem as crianças carregando as enormes bolas plásticas?
O tempo passa, os equipamentos agropecuários se modernizam, os brinquedos eletrônicos dominam o dia-a-dia das crianças, mas quando elas chegam à exposição, tudo isso fica para trás. Até parece que entram em um mundo de fantasias.
A família da dona de casa Daiane Piedade foi à exposição para ver o show. Ela estava acompanhada das filhas Beatriz, Isabela e Jenifer, que tem entre 3 e 9 anos. Daiane e as meninas perceberam que havia muito brinquedos logo que chegaram ao local. ''As crianças ainda não pediram nada. Elas querem ir primeiro ao parquinho'', afirmou. Tranquila, disse que iria comprar uma bola plástica para cada filha, mas só depois do show. ''Não tem como vir à exposição com crianças e não comprar bolas e maçãs do amor. É inevitável'', afirmou.
O microempresário Márcio Coral foi à exposição com a esposa e o filho Luiz Miguel, de quatro anos. Em uma das barracas do parque de diversões, o menino ganhou uma bola plástica e uma 'mola' também de plástico. Coral gastou R$ 10,00 na brincadeira. Ele acredita que até poderia compras os dois produtos com menos dinheiro, mas acha que ''não teria a mesma graça''.
Depois que saíram do parquinho, Luiz Miguel se sentiu atraído por uma pequena bola com pisca-pisca e seu pai não teve dúvida em comprar. ''É difícil vir à exposição e deixar a criança sem brinquedo. Não tem como'', afirmou. O casal ainda iria assistir ao show da noite. E para não fazer volume, Coral optou por esvaziar a bola.
A empresária Kelcilene Andrade, da pequena cidade de Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, fez coincidir uma viagem que faria a Londrina para visitar a exposição. Ela estava com os filhos Murilo, de seis anos, e Manoela, de quatro. Demonstrando determinação, Kelcilene havia comprado botas e chapéu para as crianças, que não perderam tempo e já estavam usando as novidades. ''Elas não insistiram. A gente veio decidida a comprar mesmo. São coisas que normalmente a gente não encontra em nossa cidade; só na feira (agropecuária)''.
O detalhe de estar decidida não significava, porém, que as crianças poderiam comprar o que bem entendessem. ''Tenho que fazer o gosto delas porque a gente veio de tão longe, a 800 quilômetros daqui, mas é preciso ir devagar''. Murilo e Manoela ficaram encantados com alguns brinquedos que piscavam o tempo todo. ''Eles amaram. Estão fazendo a festa'', disse a mãe enquanto os filhos escolhiam os brinquedos.
Kelcilene gostou dos preços e pretendia voltar à exposição mais uma vez antes de retornar para casa no domingo.


