Crianças recebem avalanche de comerciais na TV e internet
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A publicidade envolvendo crianças e as progapandas voltadas para o público infantil geram uma série de questionamentos. Por um lado, pais e educadores consideram que as crianças recebem uma verdadeira avalanche de comerciais durante os programas infantis e também através da internet. Na outra ponta, foram criadas novas regras para modificar as práticas do setor em relação ao público infantil. ''A observância de todas as regras já está em um bom patamar para o nosso País'', disse a assessora jurídica da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), Helena Zóia. Ela acredita que a uma restrição ainda maior das normas pode cortar empregos no Brasil.
Hoje, no País ainda não existe restrição para o horário de veiculação das propagandas para crianças. A única exigência é que os comerciais se limitem aos intervalos. Segundo ela, atualmente, grande parte dos materiais publicitários está sendo examinados pelo Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) no que se refere a bebidas alcoólicas, no período de abril a agosto de 2008. Uma das mudanças para bebidas foi a inserção da cláusula de advertência que não pode mais ser utilizada como ''aprecie com moderação''.
As crianças que aparecem nos filmes publicitários também não podem mais aparecer fazendo ''malcriações que são socialmente toleráveis'' e em situações que possam ameaçar a segurança como andar de bicicleta em cima de uma corda bamba ou fazendo rapel. As propagandas não podem fazer apelo de consumo direto à criança e não devem deixar de lado o respeito às pessoas. A criança também não pode sentir-se inferiorizada em relação às outras ao assistir um comercial e não pode ser colocada em situação de constrangimento.
Os anúncios de bebidas alcoólicas não podem utilizar crianças e adolescentes, mas adultos com mais de 25 anos. Além disso, têm a restrição de não poder empregar linguagem, recursos gráficos e audiovisuais do mundo infanto-juvenil. Ela recomenda que os pais também gerenciem a alimentação dos filhos evitando excessos ou produtos que possam prejudicar a saúde.


