Na casa da assistente social Marcia Stegmann é ela que faz as compras e escolhe, entre outros produtos, os tipos de biscoitos, conforme a preferência de cada pessoa da família. ''É fácil porque a gente conhece o que cada um gosta'', diz ela, que costuma encher o carrinho de biscoito recheado de chocolate de uma determinada marca para saciar o desejo dos quatro filhos de 16, 18, 19 e 20 anos de idade.
''Eles devoram, e querem só esta (marca)'', conta. Marcia diz, porém, que procura coibir o ''exagero'' do consumo de biscoitos industrializados entre os filhos, fazendo receitas caseiras. Para o próprio consumo, ela costuma comprar as variedades ''água e sal''. ''Gosto de todos os tipos, mas evito'', afirma.
Para atender aos pedidos da família, a vendedora Alessandra Pereira não sai do supermercado sem determinados tipos de biscoitos. Para o filho de 4 anos, os recheados e com desenhos no próprio biscoito. Para o marido, os com cobertura de chocolate. ''Levo uns cinco pacotes por semana para eles. Para mim, só cream cracker mesmo, pois não gosto dos recheados'', diz. Ela afirma que deixa o filho consumir biscoitos desde que não atrapalhe o almoço e o jantar. Os horários liberados são de manhã e no meio da tarde.
''Eu não gosto de nada recheado, fico com os amanteigados, mais simples'', conta a professora Maria Lúcia Manabe Brauko. Ela diz que tem a incumbência de escolher os biscoitos para o marido. ''Ele prefere a linha mais natural, integral, com gergelim, mas quer sempre que eu escolho. Ele diz que eu acerto mais'', afirma. O consumo médio do casal é de dois pacotes pequenos por semana. ''A gente controla porque sabe que não é tão saudável comer sempre, principalmente na frente da TV''.

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