Curitiba - Os criadores do Paraná estão adotando medidas preventivas contra a disseminação da gripe aviária. Eles estão controlando a entrada de estranhos nos aviários e as visitas estão proibidas até mesmo para as missões internacionais. Uma cooperativa de Palotina pretende proibir inclusive a vistoria de auditores ingleses nos barracões.
Essa precaução segue orientação da União Brasileira de Avicultura (UBA), que ontem divulgou 10 medidas de orientação aos avicultores de todo o País para que eles intensifiquem os cuidados com a biossegurança nas granjas e proíbam inclusive visitas de empresas certificadoras, fornecedoras de material genético, equipamentos e insumos, provenientes de países de risco.
Ainda segunda a orientação, essas visitas devem se limitar ao escritório da empresa e mesmo assim, somente após 72 horas dessas pessoas estarem no Brasil, desde que não tenham tido contato com qualquer tipo de ave. Os mesmos cuidados os empresários do setor avícola devem ter com brasileiros que retornam dos países de risco.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Aves do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, os empresários devem seguir à risca essas recomendações para protegerem o patrimônio duramente conquistado. O Paraná está abatendo 93 milhões de aves por mês para atender a demanda no mercado interno e externo. As exportações já renderam só este ano US$ 90,33 milhões com a venda de 71,7 milhões de toneladas de carne de frango. ''Não podemos arriscar esse capital'', afirmou.
Segundo Martins, no Paraná os empresários e criadores estão mais radicais do que as recomendações da UBA. Eles já proibiram a visita de missões estrangeiras há seis meses e não permitem que o funcionário de um galpão se desloque para outro galpão dentro da granja. ''Quanto mais rigor tivermos, mais segurança terão os compradores'', disse.
Os criadores também estão fazendo a proteção das granjas com eucaliptos, que funcionam como cortina vegetal, ajudando a impedir a passagem de vírus que possam estar transitando nos caminhões que passam pelas estradas próximas.

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