Produzir carne bovina com padrão de qualidade é o objetivo de um programa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para incentivo ao uso de tecnologia na criação precoce de gado no Paraná. Um estande na Via Rural na 44 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina mostra o resultado da produção feita nos padrões especificados por especialistas.
''Uma carne macia, suculenta. Com uma cor adequada e qualidade constante'', destacou o zootecnista Ademir Antonio Rodrigues, da Emater-PR. Para obter o resultado padrão, o produtor precisa, segundo ele, usar tecnologia na criação. Os cuidados com o manejo, alimentação e o cruzamento industrial podem reduzir o tempo médio de abate de três para um ou dois anos.
O problema é a falta de pastagem adequada durante o ano todo. No inverno, a qualidade cai e a alimentação tem de ser complementada com alternativas como a silagem. O cruzamento industrial ou ''choque de raças'' também é apontado como fator determinante da qualidade do gado. ''O mestiço é superior aos pais em termos de desenvolvimento'', salientou. Ele destacou, no entanto, que também é possível obter um padrão de qualidade com a raça pura.
Segundo Rodrigues, a criação precoce é viabilizada por parcerias entre pecuaristas e empresários do setor varejista, além da necessidade de orientação técnica. No Estado, a aliança entre produtores existe em Paranavaí e Guarapuava. ''A idéia é mostrar aos produtores que, de forma organizada, é possível atingir um padrão de qualidade na produção de carne bovina'', explicou o zootecnista.
Para o pecuarista Édio Sander, a principal vantagem é a bonificação média de 5,5% pela qualidade da carne. ''A aliança tem certificado de origem e faz a venda semanalmente direto para o varejista'', salientou.

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