O crescimento na geração de empregos em julho no Paraná foi de 0,07% com relação ao mês anterior, com um saldo de 1,8 mil postos de trabalho formalizados, de acordo com os dados para o mês do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Resultado que se aproxima da variação nacional, de 0,10%.
Mesmo assim o Estado atingiu o melhor desempenho da região Sul. Enquanto Santa Catarina criou 1.344 empregos, o Rio Grande do Sul teve um dos piores resultados do Brasil, com um saldo negativo de 3.644 postos de trabalho. "Infelizmente os dados de julho ficaram dentro do que eu esperava, pois sabia que não seriam bons. Mas estamos bem se compararmos com nossos vizinhos. Pode-se dizer que estamos passando ‘com a água no pescoço’", avaliou o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli.
Entre todos os estados, o Paraná atingiu a nona colocação para o mês de julho. Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Estado ficou em terceiro lugar com 86.635 empregos com carteira assinada, ficando atrás apenas de São Paulo (309.666) e Minas Gerais (144.366).
No mês passado, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com 2.863 postos, seguido do comércio com 942 e agropecuária com 240. Construção Civil e Indústria da Transformação apresentaram os maiores saldos negativos, com 1.210 e 1.073 postos a menos, respectivamente.
"Tivemos alguns setores que desaceleraram, mas estou confiante que vamos manter o nível de empregos. Na agência do trabalhador, por exemplo, há a oferta de cerca de 20 mil vagas", ressalta Romanelli.
Os municípios que mais geraram empregos em julho foram Porecatu, com 925 postos de trabalho, seguido de Paranavaí com 440. Londrina ficou na terceira colocação com a geração de 392 empregos, 18,78% a mais do que em junho. O saldo é resultado de 9.160 admissões e 8.768 desligamentos no município.

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