Rio de Janeiro - Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que houve perdas de 5,35% no emprego na indústria de vestuário e de 1,58% na indústria têxtil entre janeiro e outubro deste ano.
  Nos dez primeiros meses de 2006, foram criados 41 mil empregos diretos no segmento têxtil e de confecções, uma queda de quase 10% na comparação com os 46 mil postos criados no mesmo período de 2005.
  Pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), no entanto, o setor continua
gerando postos de trabalho formal.
  Entre empregos formais e informais, o setor têxtil e de confecções responde pela criação de cerca de 1,6 milhão de empregos no País, o que representa 17,2% de todas as vagas criadas pela indústria de transformação brasileira.
  ‘‘Existe um grande potencial dessa indústria gerar 150 mil a 200 mil empregos diretos por ano, porque ela é o maior elo empregador da indústria de transformação. Só perde para alimentos e bebidas. É o custo de emprego mais barato na indústria de transformação.’’
  Pimentel cita um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, segundo o qual, a cada R$ 10 milhões de aumento de produção na indústria de vestuário, são gerados mil empregos diretos e indiretos.
  Segundo ele, a indústria brasileira de têxteis e confecções tem ‘‘grande potencial de crescimento da produção’’. O consumo atual per capita de fibras é de 8,5 a 9 quilos por ano. Ele diz que o país tem ‘‘plena capacidade’’ de atingir até 16 quilos ao ano, o que corresponde ao consumo da Turquia, descontados fatores como clima.
  ‘‘Toda vez que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) cresce de forma sustentada, em níveis de 4% a 5%,o setor responde com muita velocidade e há uma tendência de aumento do consumo per capita de fibras, que envolve não só vestuário, mas outros produtos como cortinas e tecidos para decorações.
  O diretor acredita na possibilidade de um cenário mais otimista em 2007, com manutenção da trajetória de queda dos juros econtinuidade de uma ‘‘política implacável’’ de combates importações ilegais, aliada a medidas de correção dos custos de produção nas indústrias intensivas de mão-de-obra, como têxtil e de confecção. Ele acrescenta que essa perspectiva também pressupõe a necessidade de o país avançar nos acordos internacionais com os grandes blocos compradores. (AE)

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