Brasília - O número de empregos formais criados no País atingiu 1.163.607 de janeiro a outubro deste ano, segundo os dados divulgados ontem do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Somente no mês de outubro foram criados 230.956 novos postos de trabalho, um resultado recorde para o mês, segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Embora o ministro tenha comemorado ter superado a marca de um milhão de empregos neste ano, o número, para o acumulado de janeiro a outubro, é o pior para o período desde 2003, quando foram gerados 910.547 novos postos de trabalho.
Em outubro, foram admitidos 1.433.915 trabalhadores, enquanto 1.202.959 foram demitidos. Segundo o Ministério do Trabalho, pelo terceiro mês consecutivo o número de empregos gerados com carteira assinada superou a marca de 200 mil. O resultado de outubro se deve ao desempenho recorde em cinco dos oito setores da atividade econômica. O principal destaque foi a indústria de transformação, que ampliou o seu quadro em 74.552 novos postos, também um recorde para meses de outubro.
Outros setores com contratações líquidas recordes foram serviços (69.581), comércio (68.516), construção civil (26.156) e extrativa mineral (1.157). O único setor que demitiu mais do que contratou foi o agropecuário, com dispensas líquidas de 11.569. Segundo o Ministério do Trabalho, essa redução se deve à entressafra, principalmente no Sudeste do País.
Previsão
Lupi disse ontem que serão gerados no Brasil cerca de 150 mil novos empregos no mês de novembro. Esse resultado, se confirmado, é recorde para meses de novembro. O melhor resultado, até então, foi em novembro de 2007, quando foram criados 125 mil novos postos de trabalho.
Para dezembro, Lupi acredita que as demissões devem superar as contratações em 200 mil. Esse resultado também seria o melhor para meses de dezembro. No ano passado, foram registradas 655 mil demissões em dezembro e, nos anos anteriores, esse volume de dispensas ficou na casa dos 300 mil. Com base nessas previsões, Lupi acredita que o Brasil terá gerado entre um milhão e 1,1 milhão de empregos formais em 2009.

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