Criação de empregos formais reduz ritmo
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Folhapress 
São Paulo- A geração de empregos formais até julho registra saldo de 1.222.495 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O saldo entre admissões e demissões no ano já é 13,38% maior na comparação com o mesmo período do ano passado e está próximo do recorde, verificado no mesmo período de 2004 (1.236.689 vagas).
Em julho, o saldo entre demitidos e admitidos ficou positivo em 126.992, alta de 0,44% na comparação com o mês anterior, mas queda de 17,73% em relação ao mesmo mês de 2006, quando foram criadas 154.357 vagas. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu alta de 4,99%, ou 1.373.026 de novos empregos formais.
A expectativa do Ministério do Trabalho é a de que a geração de empregos com carteira assinada em 2007 fique entre 1,55 milhão e 1,6 milhão, pouco abaixo da previsão inicial de 1,65 milhão de postos, e acima do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.
Os dados de julho indicam uma redução no ritmo de crescimento de postos de trabalho em relação aos resultados obtidos em abril (alta de 1,08%), maio (alta 0,75%) e junho (0,64%), movimento normal, segundo o Caged.
No mês passado, havia no país um total de 29,98 milhões de empregados com carteira assinada.
Setores - Todos os grandes setores de atividade econômica apresentaram expansão do emprego formal em julho. O destaque fica para Serviços, com o acréscimo de 38.154 postos (alta de 0,33%), seguido por Indústria de Transformação, com 28.996 oportunidades de trabalho (+0,43%), e, Comércio, com 27.921 vagas (+0,45%). O resultado da Construção Civil (18.896 novos postos, uma alta de 1,30%), só é inferior ao verificado em julho de 2006 (24.640 postos).
Na Agropecuária, o saldo mensal foi de 7.986 novos postos de trabalho (alta de 0,48%), resultado considerado ''modesto'' quando comparado ao ocorrido em julho de 2006 (27.748 vagas). ''Esse desempenho reflete uma antecipação das demissões nas atividades cafeeira e sucro-alcooleira do centro-sul do país, habitualmente iniciadas em agosto de cada ano'', afirma nota do Caged.
Ainda assim, a Agropecuária apresentou uma elevação de 246.423 postos de trabalho (alta de 17,10%) no acumulado do ano, incremento só ultrapassado em período idêntico de 2004, quando foram criados 271.585 postos.


