Criação de empregos formais caiu 35%
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sexta-feira, 25 de abril de 2003
Vânia Cristino<br> Agência Estado 
Brasília - Apesar do resultado positivo de março, quando foi registrado um saldo de 21.261 contratações, o desempenho do mercado formal de emprego neste ano está muito aquém do verificado em 2002. Em março do ano passado, a diferença entre admitidos e demitidos deixou um saldo positivo de 90.260 vagas de trabalho. No primeiro trimestre de 2002, o mercado formal de trabalho criou 216.501 vagas para empregados com carteira assinada. Nos três primeiros meses deste ano, o número de novos postos de trabalho foi de 140.775. Ou seja, houve uma redução de 35%. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
No boletim que acompanha os números retirados do Cadastro Geral de Empregados e Demitidos (Caged), o Ministério do Trabalho não menciona os dados do mesmo período do ano passado. A análise feita pelos técnicos se restringe ao resultado do mês e ao fechamento do primeiro trimestre de 2003. Em março, o desemprego aumentou na construção civil, que registrou perda líquida de 13.416 postos de trabalho, e no comércio, que fechou 5.451 vagas.
O saldo positivo foi sustentado por agricultura, indústria de transformação e serviços. Na agricultura, o movimento a favor do emprego foi determinado pela expansão da safra na Região Sudeste. O setor criou 11.030 oportunidades de trabalho em março. A indústria fechou o mês com 12.193 empregados a mais. Esse resultado, no entanto, ficou concentrado nos setores ligados à produção de bens com boa participação na pauta de exportações. A indústria de calçados, por exemplo, criou 4.542 postos de trabalho e o setor de borracha e de couros, 2.252. O saldo líquido do emprego formal também foi positivo no setor de serviços. A contratação de professores para as escolas criou 11.383 oportunidades de trabalho.
Em termos geográficos, houve perda de postos de trabalho nas regiões Norte (-1.130) e Nordeste (-18.084) e expansão do emprego nas regiões Sudeste (19.269), Sul (11.082) e Centro-Oeste (10.124). Em termos de regiões metropolitanas, a queima de postos de trabalho foi generalizada, com destaque para o Rio de Janeiro, que fechou 3.021 postos de trabalho. A exceção ficou por conta de São Paulo (criação de 1.324 empregos) e Porto Alegre (2.392).


