Curitiba O nível de emprego formal no Paraná cresceu 1,17% no mês de maio em relação ao mês anterior. Este índice corresponde à criação de 17 mil postos de trabalho. Destes, 14 mil empregos foram gerados pelo setor agrícola e 3 mil empregos foram criados na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), apontou pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
O crescimento do emprego foi sustentado pelo setor agrícola, que cria postos sazonais de trabalho para ocupação durante o período de safra. Além desse setor estão empregando mais os setores beneficiados pela desvalorização do real como a indústria de alimentação e vestuário e ampliação dos serviços de comunicação, saúde, ensino e rede hoteleira.
Para o Dieese, o nível de emprego no Estado registrado em maio é a menor taxa dos últimos três anos. O índice está refletindo a desaceleração da economia iniciada no segundo trimestre do ano passado e que atingiu o fundo do poço no primeiro trimestre deste ano, avaliou Cid Cordeiro, coordenador do Dieese-Pr.
Apesar da taxa positiva na geração de emprego, o nível de desemprego ainda é grande e preocupa. O Dieese calcula que existam cerca de 190 mil desempregados na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No Estado, o Censo 2000, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou a existência de 550 paranaenses desempregados. Na avaliaçao do Dieese, esse número aumentou nos últimos dois anos em função do fraco desempenho da economia, afirmou Cordeiro.
Enquanto o índice do emprego no Paraná cresceu 3,47% em relação ao período janeiro a maio do ano passado, o desemprego atingiu o índice de 19,4% no mesmo período. No ano passado o índice de desemprego era de 17,1%, conforme levantamento do Dieese. Na avaliação de Cordeiro o desemprego foi o grande problema social neste início de 2002, que apresentou indicadores piores que os verificados no mesmo período do ano passado.
A expectativa é que a partir de agosto ocorra um período de recuperação do emprego. Até lá, estão sendo injetados recursos oriundos da liberação do FGTS, restituição do Imposto de Renda, pagamento de Pis-Pasep, que animam a economia. Também o período pré-eleitoral dinamiza alguns setores, cujos reflexos no emprego formal devem aparecer entre agosto e outubro, prevê Cordeiro.

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