Criação de emprego foi 36% menor em 2005
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Os dados apresentados pelo Ministério do Trabalho esta semana apontam que Londrina fechou 2005 com um saldo positivo de 4.092 novos postos de trabalho. O número, entretanto, é 36% menor que 2004 quando foram criadas 6.455 vagas com carteira assinada. Os segmentos que mais sofreram baixa foram o de call center e o de educação.
Segundo o gerente geral da Agência do Trabalhador e Sistema Nacional de Emprego em Londrina (Sine), Mauro Viecili, apesar de ter sido menor que 2004, o volume em 2005 ficou dentro da média esperada que era de 5 mil vagas. O ano anterior, segundo ele, foi favorecido pois era um período de eleição e existiam políticas da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) para a captação de empresas para o município.
No ano passado, conforme Viecili, houve mudança na direção da Codel e os novos planos e projetos devem começar a dar resultado agora em 2006. ''Só no segmento de call center foram abertas 2 mil vagas em 2004. No ano passado, esse segmento ficou estagnado'', pontuou.
Outro fator que pesou nos números, foi a antecipação dos vestibulares para dezembro. A medida, de acordo com Viecili, prejudicou o setor de educação, pois a maioria dos cursinhos encerrou as atividades mais cedo, dispensando professores e funcionários em dezembro.
Para 2006, as expectativas do Sine são bastante positivas, e um dos segmentos que mais deve empregar é o da construção civil. ''Há um volume de obras garantidas para 2006, com recursos federais, que devem aquecer o mercado formal de empregos'', adiantou o gerente.
Em 2005, segundo Viecili, os setores que tiveram melhor desempenho foram serviço e comércio. Esse último, por exemplo, favorecido com a inauguração de diversas lojas de departamentos na cidade. E foi em uma dessas lojas que a vendedora Angélica Borges, 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, depois de dois anos desempregada. ''Estava difícil conseguir emprego, pois as lojas e as empresas pediam experiência e eu não tinha. Quando vi que essa loja iria inaugurar, levei meu currículo, fiz o teste e fui admitida. O treinamento foi oferecido pela própria empresa'', lembrou Angélica, que hoje recebe um salário de R$ 450.
No Paraná - O volume de emprego gerado em todo o Paraná no ano passado também foi menor que em 2004. Houve uma queda de 42% na geração de novos postos em relação aos 122.648 de 2004. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, demonstram que o nível de emprego formal no Estado apresentou declínio. Só em dezembro, foram desativadas 21.831 vagas de trabalho, correspondente a uma queda de -1,19%.
Para o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, os segmentos mais prejudicados foram o de transporte interno, por causa do efeito da seca, a venda de maquinários, o setor de metalurgia, mecânica, material de transporte, fertilizantes e a redução de área plantada, como o setor de açúcar.


