Criação de avestruz ganha centro de pesquisa
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terça-feira, 09 de novembro de 2004
Vera Barão<br>Reportagem Local 
A criação de avestruz está se tornando uma atividade viável do ponto de vista econômico, mas faltam pesquisas mais profundas no Brasil sobre manejo, nutrição, doenças e tudo o que se refira à ave. Aproveitando este gancho, foi lançado há pouco mais de um mês, o Centro de Pesquisas da Estrutiocultura (criação de avestruz) - uma instituição com abrangência nacional que vai reunir estudos e informações sobre a criação e o manejo de avestruz.
A criação do Centro de Pesquisas é uma iniciativa da Associação Brasileira de Estrutiocultura (Abre), que realizou no início do mês, o I Encontro de Pesquisas e Estudos Direcionados à Estrutiocultura, em Araçatuba (SP). A instituição pretende reunir professores universitários, pesquisadores, técnicos e os profissionais que tenham atuação no setor para realizar pesquisas e estudos técnicos sobre a criação da ave, que já soma 200 mil no Brasil.
A coordenação de pesquisa do Centro, que vai funcionar de forma virtual, está a cargo de Benito Guimarães de Brito, doutor em microbiologia da Universidade Estadual de Londrina (Uel), consultor em avicultura e estrutiocutura e diretor da Londritech, uma das empresas da Incubadora Tecnológica (Intuel) que trabalha na área de produtos biológicos para uso em avicultura e suinocultura.
Segundo Brito, os participantes do Centro de Pesquisas vão trocar informações pela internet e terão encontros mensais durante os congressos, seminários e simpósios realizados em todo o País. Nessas ocasiões, diz Brito, será possível conhecer os trabalhos e estudos em andamento. ''Nosso objetivo maior é a melhoria da cadeia produtiva da estrutiocultura'', afirma. Com o centro, prossegue ele, os pesquisadores terão oportunidade de conhecer com mais profundidade o agronegócio da estrutiocultura.
As pesquisas apresentadas, informa o consultor, serão fundamentais para o aumento da competitividade desse agronegócio, pois vai haver a melhoria do produto, do preço, no controle da sanidade, ou seja, em todo o processo de criação, abate e comercialização. ''Nesta primeira etapa vamos estar cadastrando os pesquisadores que trabalham na área junto à CNPQ (Centro Nacional de Pesquisa) e, numa segunda etapa, vamos estar associando as pesquisas para evitar a duplicidade. Também vamos formar grupos institucionais e interdisciplinares para estudar os principais problemas existentes hoje na estrutuiocultura'', informou Brito.
Durante o encontro da Abre foi fechada uma parceria com a Unesp para a realização dos seminários anuais. Para o próximo ano, o encontro deverá ser na Unesp de Botucatu e, em 2006, o evento deve acontecer na Unesp de Jabutical.


