Crescimento será pífio em 2003, avalia Amcham
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domingo, 24 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Apesar dos tímidos sinais de reativação que começaram a surgir nas últimas semanas, a economia brasileira ainda deve apresentar neste ano um crescimento inferior ao de 2002.
Essa é a previsão de 24 economistas-chefes de instituições financeiras que foram consultados pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), para a elaboração da 6 Rodada de Prognósticos da Economia Brasileira.
Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 1,49% no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O resultado é inferior ao registrado no ano passado (1,52%) e também menor que a média dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (2,29%). Além disso, também fica abaixo da média na chamada ''década perdida''(81-90), quando a expansão anual foi de 1,57%.
Apesar de pífio, o crescimento projetado para este ano só será possível porque a economia brasileira passou recentemente a dar tímidos sinais de reativação, já como efeito dos três cortes nos juros realizados nos últimos três meses.
A Amcham acha que a recuperação da economia brasileira ainda não é ''adequada'', o que é resultado, principalmente, da demora do Banco Central para começar a reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira.
No estudo, a Amcham também prevê que os dois principais índices de inflação brasileiros ficarão próximos de 10% neste ano. O IPCA, que serve de base para as metas estabelecidas pelo FMI, ficará em 10,38%, enquanto o IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas, será de 9,75%.
Além disso, os economistas ouvidos pela Amcham também acreditam que no final deste ano o dólar estará valendo R$ 3,19, a taxa Selic de juros estará em 20% ao ano e o risco-país será de 707 pontos. Já o desemprego terá caído dos atuais 12,8% para 11,95% da População Economicamente Ativa (PEA).


