Crescimento no setor se resume aos pequenos
A maior fabricante de velas do País, localizado em Curitiba, manteve a mesma produção do ano passado. Segundo Pedro Muncinelli, gerente industrial da Guanabara Indústria Química Ltda, a empresa deve vender cerca de 400 toneladas até o final do mês. Há seis anos, sua produção caiu 15% e estabilizou-se. ''A demanda diminuiu e a concorrência cresceu'', explica o executivo ao lembrar do mercado informal.
Cândido Silva é um dos emergentes do setor. Em 1995, ele e a esposa iniciaram a produção doméstica de velas que só cresceu nos primeiros quatro anos. A quantidade de trabalho obrigou o ex-gerente de concessionária de veículos a dedicar-se integralmente à função de microempresário em Paranavaí (região Noroeste). A cada mês, sua fábrica beneficia cinco toneladas de parafina e, somente para o Dia de Finados, Silva comprou o triplo dessa quantidade. Para atender todos os pedidos, ele contratou quatro funcionários temporários que trabalham a todo vapor.
Em União da Vitória (sudoeste do Estado), a Luzvel aumentou sua produção no último ano porque também ampliou o número de clientes. De acordo com o gerente administrativo Edson da Silva, a fábrica atende hoje Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, em 2004, deve chegar a São Paulo. ''O custo até que não variou, mas os impostos estão assustadores. Infelizmente, não acredito que essa reforma tributária melhore nossa situação'', opinou.





