O crescimento econômico mundial cairá para 2,6% este ano, um retrocesso de mais de dois ponto percentuais em relação ao ano 2000 e mais de meio ponto abaixo do que era projetado em maio passado, anunciou ontem o Fundo Monetário Internacional em seu informe semestral de perspectivas econômicas mundiais, conhecido como WEO por suas iniciais em inglês.
Os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos provavelmene atrasarão a recuperação econômica, mas a economia mundial deverá voltar a crescer a uma média de 3,5% em 2002.
O FMI assinalou que essa forte declinação obedece a uma desaceleração prolongada do que se esperava nos Estados Unidos, o enfraquecimento do crescimento na Europa e uma queda do Japão, que teria sofrido sua quarta recessão em dez anos.
O impacto dos atentados sobre a economia dos Estados Unidos será relativamente modesto, mas sua influência na confiança dos consumidores é ainda difícil de medir, disse ontem, em entrevista à imprensa Kenneth Rogoff, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).
''Há boas razões para manter um otimismo prudente'' sobre as perspectivas da economia mundial, apesar de sua atual desaceleração. Rogoff fez este pronunciamento durante a apresentação do informe do FMI sobre a economia mundial, no qual prevê que o crescimento do PIB mundial cairá a 2,6% este ano, um retrocesso de mais de dois pontos percentuais em relação com o do ano 2000.

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