Crescimento econômico derruba desemprego
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Andréa Bertoldi com Folhapress<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de desemprego no País ficou em 7% em junho, abaixo dos 7,5% de maio e dos 8,1% do mesmo mês do ano passado. De acordo com a pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice é o menor, para o mês, desde o início da série histórica, em 2002.
Para o chefe do núcleo de pesquisas periódicas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gino Schlesinger, a diminuição da taxa de desemprego foi provocada pelo crescimento econômico o que levou também muitas pessoas deixarem de procurar emprego porque conseguiram uma colocação no mercado. No entanto, ele acredita que será necessário um nível de investimento maior para manter o crescimento e o nível de emprego.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, destaca que o crescimento da economia gera emprego e renda que, por sua vez, sustentam a melhora econômica. É o chamado ''ciclo virtuoso''.
O índice recuou graças a menor procura por trabalho no mês passado. A População Economicamente Ativa (PEA) apresentou redução de 0,5% ante maio, o que corresponde a 116 mil pessoas deixando de buscar uma vaga.
A população desocupada caiu 6,6% nesse comparativo. Já o número de ocupados ficou estável. O emprego com carteira assinada cresceu 0,2%, enquanto o sem carteira avançou 0,6%. Entre os setores de atividade, o emprego cresceu mais na indústria (1,1%) e no comércio (1,3%). Nos últimos 12 meses terminados em junho, a população ocupada cresceu 3,5% e o percentual de desempregados caiu 11,8%.
Na média, a taxa de desemprego no primeiro semestre ficou em 7,3%, a menor para o período desde o início da série do IBGE. O último dado disponível de Curitiba, de maio, aponta uma taxa de desemprego de 5,2%. Schlesinger explicou que a Capital paranaense sempre está com as menores taxas de desemprego entre as principais capitais devido ao dinamismo da economia da cidade. Segundo ele, quando as pessoas estão sem trabalho também costumam procurar ''bicos'' e, assim, saem da classificação de desempregadas.
Já o rendimento, estimado em R$ 1.423, teve aumento de 0,5% em relação a maio. Na comparação com junho de 2009, houve crescimento de 3,4%. Ainda nos 12 meses, o rendimento do emprego com carteira teve crescimento de 2% e sem carteira de 6,9%. Em Curitiba, o rendimento estimado foi de R$ 1.434,80.


