Para o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes, o crescimento da economia, que faz aumentar a arrecadação tributária, vem ajudando o setor público a obter os bons resultados deste ano. É o caso das contas dos estados, que em julho registraram superávit primário de R$ 1,43 bilhão, também o melhor resultado para o mês. O superávit das contas dos estados compensou o déficit primário de R$ 40 milhões obtido pelos municípios.
''Com a melhora do nível de atividade econômica, o ICMS vem vindo bem'', disse Altamir. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços é a principal fonte de arrecadação dos estados. O aumento da arrecadação da Receita Federal, principalmente com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tem sido um ingrediente fundamental para o governo assegurar os superávits necessários para o cumprimento da meta. Também as contas do chamado Governo Central, que reúne o governo federal, INSS e Banco Central, apresentaram em julho o maior superávit para o mês: R$ 4,04 bilhão.
''A dinâmica tem sido de bons resultados em todas as esferas do setor público'', destacou Altamir. As contas das estatais federais vieram positivas em R$ 1,19 bilhão em julho e ainda melhores do que em junho, quando registraram saldo de R$ 581 milhões. No acumulado do ano, o desempenho das estatais federais ainda está aquém do previsto pelo governo, tornando mais difícil o cumprimento da meta para o ano de R$ 11,7 bilhões, fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). As empresas estatais reunidas (federais, estados e municípios) apresentaram em julho um superávit primário de R$ 1,17 bilhão. Nos sete primeiros meses, o saldo é positivo em R$ 1,58 bilhão.

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