Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que ainda será necessário muito esforço do governo para garantir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Segundo ele, para atingir a previsão do governo de crescimento de 1% neste ano, é preciso dar continuidade às políticas fiscal e monetária. De acordo com Mantega, esse esforço é feito por meio de medidas anticíclicas e anticrise que o governo está tomando para estimular o mercado interno e os investimentos. ''Para se ter 1% de crescimento neste ano, não será tarefa fácil, mas é um desafio possível de ser alcançado'', afirmou.
Mantega disse que já há sinais nítidos de que a economia está se recuperando. Ele citou, por exemplo, o aumento das vendas de veículos em maio e lembrou que o setor automotivo é uma cadeia longa. Ele disse também que a construção civil, que computou queda da atividade no primeiro trimestre, já dá sinais fortes de recuperação, além do setor de gás e energia, que está crescendo acima do esperado.
O ministro afirmou, no entanto, que é preciso que haja uma reconstrução de parte do crédito que faltou no primeiro trimestre. De acordo com Mantega, os bancos públicos estão liderando a expansão de crédito com taxas menores, mas ainda não é o ideal.
Mantega disse que a expansão do PIB virá de forma gradual. Segundo ele, no segundo trimestre deve ser sentida uma melhora, deixando para trás os resultados negativos. Mas Mantega previu que o PIB do segundo trimestre, embora positivo, será modesto. O ministro disse que o terceiro trimestre será um pouco melhor, mas só no quarto trimestre, o PIB será satisfatório.
Mantega afirmou que é natural que haja recuo dos investimentos quando a atividade econômica está em queda. Isto porque, segundo ele, as empresas não vão investir se não têm demanda e se há capacidade de produção sobrando. Mantega lembrou que houve uma queima de estoques das empresas e que isso significa uma retomada gradativa da atividade econômica, o que deve levar à recuperação dos investimentos.
O ministro da Fazenda afirmou que a redução do preço do diesel na refinaria, anunciada ontem pela Petrobras, é um fator que ajuda a economia porque diminui custos para determinados setores, como agricultura e transporte urbano. Além disso, ajuda a elevar o poder aquisitivo das pessoas, estimulando a demanda.

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