Crescem vendas pelo crediário em Londrina
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quinta-feira, 02 de março de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
As vendas a prazo em Londrina vão bem. O segmento registrou um crescimento médio de 20% em janeiro deste ano, comparado com o mesmo período de 2005, segundo informações de lojistas. Dados da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), por sua vez, apontam que a procura pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) - que é um indicador da movimentação das vendas a prazo do comércio - aumentou 7,12% no mesmo período.
A maior parte das vendas foi realizada através do parcelamento das compras pelo carnê, seguido do cartão de crédito e por último o cheque. Na rede Móveis Brasília, por exemplo, aproximadamente 90% das vendas no crediário foram pelo carnê. ''A gente até prefere o carnê, pois o cliente vem pagar diretamente no nosso caixa e acaba olhando outras coisas na loja'', brincou Francisco Ontivero, proprietário da loja.
Segundo ele, as vendas este ano aumentaram cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. ''Os consumidores aproveitam que a economia está estável e a inflação sob controle e se sentem mais incentivados a comprar. Além disso, a venda no carnê vale a pena, pois não são embutimos juros'', disse Ontivero. As outras condições de pagamento - cartão de crédito, cheque ou à vista - representam 10% das vendas.
Nas Lojas Riachuelo o carnê foi substituído pelo cartão eletrônico da loja. Cerca de 75% das vendas no crediário são realizadas através desse sistema. ''É o nosso cartão próprio e os consumidores podem parcelar em até cinco vezes sem juros. É uma alternativa vantajosa'', contou a encarregada do departamento de crédito da loja, Elizandra Feijó Carvalheira. Segundo ela, nos últimos meses a Riachuelo tem registrado um crescimento constante nas vendas parceladas.
O cenário de boas vendas é o mesmo na loja de calçados Pé Quente. ''As vendas neste começo de ano aumentaram uns 20% e tem sido muito melhor que o ano passado'', comentou a gerente da loja, Regina Maria Silva. De acordo com ela, a maioria dos consumidores opta pelo carnê ou pagamento com cartão de crédito. ''As vendas com cheques são poucas'', salientou. Ainda assim, qualquer que seja a escolha do cliente, a loja consulta o SCPC e até o cadastro do Serasa para tentar evitar a inadimplência.
Segundo o presidente da Acil, José Augusto Rapcham, este início de ano tem sido atípico, já que normalmente o que ocorre é a queda nas vendas e o aumento da inadimplência. ''Estamos em um momento positivo, em que o segmento tem registrado um crescimento consistente e contínuo desde abril do ano passado'', frisou.
Na opinião de Rapcham, diversos fatores têm contribuído para esse resultado, entre eles, o aumento dos postos de trabalho e, consequentemente, o crescimento da renda familiar, a estabilidade econômica que encoraja o consumidor a realizar compras e a condição de Londrina de ser uma cidade pólo. A previsão da associação é que a tendência de crescimento permaneça pelo menos até abril.


