O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentou na última semana para seu maior nível em nove anos, disse ontem o governo norte-americano, em um relatório mostrando que o mercado de trabalho foi duramente atingido pelos ataques terroristas de 11 de setembro.
O número de pedidos iniciais subiu em 58 mil, para 450 mil, na semana encerrada em 22 de setembro. O número ficou bem acima das expectativas de Wall Street, e o Departamento de Trabalho disse que os dados preliminares mostraram um aumento de 11 mil nos pedidos em Nova York.
Vários dias de suspensão de vôos pelas empresas aéreas foram seguidos de pesados cortes de vôos, que também contribuíram para aumentar os pedidos de auxílio-desemprego entre os fabricantes de automóveis em Michigan, à medida que a indústria não pôde obter as peças vindas do Canadá.
As novas encomendas para bens duráveis nos Estados Unidos recuaram pelo terceiro mês consecutivo em agosto. A informação foi divulgada ontem pelo Departamento de Comércio norte-americano. O relatório mostra que a economia dos EUA estava enfraquecida mesmo antes dos ataques de 11 de setembro. O valor das novas encomendas caiu 0,3%, para US$ 180,83 bilhões, após fortes quedas de 1,1% em julho e de 2,5% em junho.
Autoridades do departamento disseram que essa foi a primeira vez em mais de dois anos - desde o período de abril-junho de 1999 - que as encomendas caíram por três meses seguidos.

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