As exportações paranaenses para o mercado japonês aumentaram 67,21%
de janeiro até a primeira quinzena de agosto de 2004, em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é de Marcelo Blois, analista de comércio exterior da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Ele participou ontem, em Londrina, do 15º Simpósio Econômico Brasil-Japão, organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná. O evento teve o objetivo de divulgar as potencialidades econômicas do mercado japonês aos empresários paranaenses e fomentar as vendas externas de micro, pequenas e médias empresas.
De acordo com Blois, as vendas do Estado ao Japão renderam US$ 135,2 milhões nos primeiros sete meses do ano. Desse total, US$ 117 milhões dizem respeito à exportação de carne de frango. O mercado japonês se abriu ao Brasil por causa da gripe do frango, que atingiu os tradicionais fornecedores do produto, como são os casos da China, da Tailândia e Estados Unidos.
A manutenção desse mercado, para o analista da Secex, depende da agressividade das empresas brasileiras. ''É preciso criar estratégias'', disse, acrescentando que a Sadia mantém um escritório em Tóquio.
Outro participante do simpósio foi o consultor japonês Xoshizuo Hori, da Japan International Cooperation Agency (Jica). Especialista em mercado japonês, ele está no Brasil há dois anos. Graças à uma parceria entre a entidade e o governo brasileiro, o consultor trabalha para identificar as potencialidades do mercado japonês para os empresários brasileiros.
Segundo Hori, em 2003 os produtos manufaturados exportados pelo Brasil representaram 54% das exportações brasileiras, mas apenas 18% foram para o país asiático. ''A maioria dos produtos vai para a União Européia e Estados Unidos, apesar de haver potencial de venda para o Japão'', disse.
Entre os setores com mais chances de obterem sucesso no mercado japonês, ele citou a produção de calçados e produtos de couro; madeira e mobiliário; farmacêuticos e cosméticos; jóias; roupas; produtos agroindustriais e alimentos orgânicos.
Para atingir os consumidores japoneses, o especialista orienta a compreender as necessidades dessas pessoas. Além disso, o empresário deve estabelecer uma marca de destaque com o desenvolvimento de produtos inovadores e de qualidade.

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