São Paulo - O perfil das exportações brasileiras começa a dar sinais mais evidentes de mudança. Os sucessivos resultados positivos do comércio exterior registrados desde o ano passado são reflexo da diversidade de produtos que passaram a fazer parte da pauta exportadora e da inclusão de novos países entre os importadores de produtos brasileiros.
O País se mantém como importante fornecedor de commodities agrícolas e metálicas. Mas começa a abrir mercados para produtos não-tradicionais, conforme dados compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Para se ter uma idéia da diversidade atual do setor exportador, as vendas de motocicletas estão entre as maiores altas de itens vendidos ao Exterior: quase 300% sobre 2002. Em seguida, mármores e granitos, com elevação de quase 240%. As vendas de mel subiram 225%. Até pólen de flores entraram na pauta exportadora.
Em termos percentuais, os países que registraram maiores aumentos nas compras brasileiras foram Mali (838%), Malta (613%), Islândia (441%) e Belarus (402%), segundo dados parciais de 2003 compilados pelo MDIC. ''A política de realizar missões comerciais para países com potencial para incrementar as exportações, reforçada no ano passado pelo MDIC, deve apresentar resultados ainda mais concretos neste ano'', comenta o diretor-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.
A Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) destaca como os principais novos mercados do Brasil a China (com alta de 80% sobre 2002 e peso de 6,2% na pauta); Rússia (19,8% e peso de 2,1%) e México (17% e participação de 3,8%).
A Índia, cujo aumento médio anual de 1998 a 2003 foi de 30,7%, teve um recuo de 15,4% em suas compras do Brasil. ''Os novos parceiros estão entre as principais causas do bom desempenho das exportações'', segundo o Boletim Funcex de Comércio Exterior. A China ocupou no ano passado a posição de terceiro maior comprador de produtos brasileiros. O México conquistou o sexto lugar na lista e a Rússia, o 14º lugar. A Índia ocupou a 26 posição.

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