Crescem emprego e renda na indústria
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terça-feira, 17 de agosto de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O emprego industrial do País avançou 1,6% em junho, ante igual mês do ano passado. Este foi o maior crescimento em 30 meses, desde que a série foi reformulada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em janeiro de 2002. No semestre, o total de ocupados na indústria variou apenas 0,1%, mas técnicos do instituto e economistas independentes concordam que já há uma retomada em curso. Isso é comprovado também pelo aumento de 8,4% na renda do trabalhador no setor, oitavo crescimento mensal consecutivo.
''A variação do semestre dá uma conotação, que não é verdadeira, de que o emprego industrial está estagnado. Na verdade, o segundo trimestre foi bem melhor do que o primeiro e, na margem, a tendência nitidamente é de crescimento'', disse o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida. O IBGE informou que a pesquisa não fornece o número de vagas abertas e o valor nominal do rendimento.
A gerente do IBGE Isabela Nunes Pereira explica que o pessoal ocupado na indústria, na variação mensal, cresceu pela segunda vez em junho, depois da queda de 0,1% em abril. Um método do instituto, com base na evolução emprego a cada três meses, confirma a tendência de crescimento na ocupação. ''O emprego está respondendo à recuperação da atividade industrial, iniciada no terceiro trimestre de 2003, que está mais vigorosa desde maio e junho'', diz Isabela.
O Paraná teve alta de 4,4% no nível de emprego em junho, o terceiro maior aumento do País, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.''A expansão das contratações no Paraná são um impacto direto de setores como o de alimentos e bebidas'', afirma o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Luis Mussi.
Setorialmente, ainda no indicador acumulado para janeiro-junho, as admissões superam as demissões em 11 ramos, com destaque para a influência positiva vinda de máquinas e equipamentos (11,7%), seguida por alimentos e bebidas (2,2%) e fabricação de meios de transporte (3,8%).
Segundo o IBGE, o indicador acumulado nos últimos 12 meses apresenta suave desaceleração no ritmo de queda do emprego frente aos meses anteriores: -0,9% em abril, -0,8% em maio e -0,6% em junho. ''A indústria do Paraná com 2,2%, ao lado das regiões Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais foram os locais que mostraram os dados mais positivos sobre o emprego. O setor de máquinas e equipamentos foi o principal responsável pelo bom resultado'', completa Mussi. O número de demissões foi maior que o de admissões em dez locais analisados, entre os quais destacaram-se, com as principais influências negativas, as indústrias de São Paulo (-1,3%), Rio de Janeiro (-4,5%) e Rio de Grande Sul (-2,2%).


