O setor de papelão ondulado, termômetro da economia, fechou o mês de agosto com alta nas vendas de 4,41% sobre o mês imediatamente anterior, somando 149.160 toneladas. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO). Paulo Sérgio Pires, presidente da associação, disse que apesar de julho historicamente apresentar consumo mais baixo, a comercialização no período de janeiro a agosto deste ano, revelou um mercado menos aquecido, mas as perspectivas para o último quadrimestre do ano são de crescimento, característica do período, mesmo que moderado.
No acumulado do ano, a comercialização atingiu 1.165.694 toneladas, 1,76% superior ao mesmo período de 2000, porém muito aquém da taxa estimada incialmente que variava entre 4,5% e 5%. A crise energética, do seu ponto de vista, foi um dos fatores responsáveis pela queda, mas Pires acredita que no segundo semestre o setor deverá voltar a ter um crescimento mais acentuado.
O setor de alimentos é o maior consumidor de embalagens de papelão ondulado dentro da indústria respondendo por 34,6% do volume produzido. O segundo no ranking é o setor de eletroeletrônico que absorve cerca de 17% do total fabricado seguido de químico e derivados com 8,31%, entre outros.

mockup