São Paulo - A venda de carros de marcas que não têm fábrica no Brasil registrou crescimento de 13,8% em novembro ante outubro, atingindo 15.098 emplacamentos. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta chegou a 57%, de acordo com os dados divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores).
A participação das associadas à entidade - como BMW, Chery, Kia e JAC Motors - recuou de 18,8%, em outubro, para 18,4% do total de importados que entraram no país em novembro. O restante foi trazido por montadoras instaladas no país, principalmente de suas fábricas na Argentina e no México, países com os quais o Brasil tem acordos automotivos que possibilitam a isenção do Imposto de Importação de 35%.
''Os dados de 'market share' já são uma consequência do momento conturbado ao setor de importação de veículos automotores, criado pelo governo federal por meio do decreto 7.567'', afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
''Não podemos simplesmente ser alijados de concorrer e oferecer alternativas ao consumidor brasileiro, já que contamos com uma rede autorizada de 848 concessionárias, que empregam 35 mil trabalhadores. Além disso, após vinte anos de atuação de várias marcas internacionais no Brasil, temos de assegurar programas de fornecimento de peças de reposição e de manutenção à atual frota circulante de carros importados'', completa o executivo.
No acumulado dos onze primeiros meses do ano, houve acréscimo de 94% nas vendas ante igual período de 2010, totalizando 180.215 unidades.

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