Cresce uso dos cartões de débito
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A cada ano os cartões de débito ganham mais popularidade. Em 2006 o ''dinheiro de plástico'' apresentou crescimento de 11%, atingindo cerca de 189 milhões de unidades, segundo a Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs). Além disso, os pagamentos feitos com cartão de débito estão em pleno crescimento. De acordo com pesquisa realizada pela MasterCard, o débito só perde para o dinheiro como forma de pagamento. Os plásticos são usados por 86% das pessoas que têm conta corrente em bancos, conforme o levantamento.
Os maiores atrativos do cartão de débito são a praticidade e a segurança. Como a maioria dos estabelecimentos comerciais aceita os plásticos como forma de pagamento, portar cheques e até mesmo dinheiro, em muitos casos, se tornou dispensável. Além disso, o pagamento com cartão dispensa o preenchimento de cadastros e o fornecimento de dados pessoais. O cartão de débito funciona de forma vinculada a uma conta bancária e a sua utilização depende de uma senha. O valor da transação é debitado na conta bancária, no ato da compra, mediante disponibilidade de saldo.
Uma outra vantagem do cartão de débito que vem sendo descoberta pelos consumidores é o parcelamento. Ao invés do parcelamento com cheques ou do pagamento de carnês, é possível agendar o pagamento com o cartão. Desta forma, na data marcada o valor é debitado automaticamente da conta correnta da pessoa. No entanto, a primeira parcela tem que ser paga no ato da compra, à vista, com o débito. Todas essas vantagens contribuíram para o aumento de 16% no ano passado do número de transações. Em 2006 foram 1,6 milhão contra 1,3 milhão registrada em 2005. Além disso, o valor das transações feitas com o cartõa de débito subiu de R$ 58,2 bilhões para R$ 68,5 bilhões.
Cuidados - O advogado Paulo Pacini, coordenador de Ações Judiciais do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), lembra que os consumidores devem ter cuidado com os cartões conjugados crédito e débito, uma vez que o uso da função crédito acarreta em custos. ''O usuário deve ter certeza de que o crédito está bloqueado. O banco não pode liberar essa função por conta própria'', alerta. Ele diz que os usuários que se sentirem prejudicados pelos bancos devem procurar o Banco Central para fazer uma reclamação formal e solicitar a abertura de um processo administrativo.
''Na maioria das vezes os bancos querem submeter os usuários a uma fidelização mercantilista através de insistências cansativas e constrangedoras'', observa Pacini. Segundo ele, essa oferta de crédito, em muitos casos, leva os consumidores a um ''superendividamento''. ''O crédito deve ser concedido com responsabilidade, fornecendo informações adequadas, precisas e verdadeiras'', comenta.


