São Paulo - Os automóveis vão receber, nos próximos dez anos, quase o dobro do que têm hoje em conteúdo tecnológico, a chamada eletrônica embarcada. O desafio da indústria automobilística mundial, especialmente a de países com consumidores de menor renda, como o Brasil, é como diluir o impacto nos custos para expandir a oferta de sistemas inovadores de segurança, lazer e conforto além dos carros luxuosos.
Outro problema a ser enfrentado pelos centros de desenvolvimento é a qualidade dos sistemas. Quanto mais sofisticados, maior o índice de defeitos constatados. Estatísticas mostram que os veículos da Mercedes-Benz, conhecidos pelo luxo e tecnologia, são os que apresentam mais problemas relacionados à parte eletrônica. Do total de carros Mercedes, 4,9% apresentam defeitos. Depois vêm os modelos BMW, com 4%, e General Motors com 2,8%, seguida pela Volkswagen, com 2,7%. As marcas com menos problemas são as japonesas Honda e Toyota, com 1% cada.
As montadoras precisam lidar melhor com o aumento da complexidade dos veículos para evitar insatisfação dos clientes e garantir a confiabilidade da marca, diz o diretor da Roland Berger do Brasil, Corrado Capellano. Estudo mundial divulgado pela consultoria mostra que o aumento do conteúdo tecnológico dos carros nem sempre agrada ao consumidor.

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