Brasília Em setembro, pela primeira vez no ano, o ritmo de crescimento das importações superou, até a semana passada, o das exportações. A retomada das compras externas, no entanto, não foi suficiente para impedir a elevação do superávit comercial acumulado no ano.
Com o resultado da semana passada, as exportações já superaram as importações em US$ 17,056 bilhões neste ano. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, estima que o saldo deste ano poderá chegar a US$ 20 bilhões. Seria o maior da história.
De janeiro à terceira semana de setembro, o País exportou US$ 50,648 bilhões e importou US$ 33,592 bilhões. Na semana passada, o saldo foi de US$ 510 milhões, resultado de exportações de US$ 1,623 bilhão e importações de US$ 1,113 bilhão.
A média diária de importações neste mês está em US$ 214,3 milhões, 12,8% maior que a de setembro do ano passado. O ritmo de expansão das compras está maior que o das vendas, que, pela média diária, cresceu 10,8%. Nas três primeiras semanas do mês, o país vendeu por dia US$ 342,5 milhões para o exterior.
O aumento das importações pode ser o primeiro sinal de recuperação da economia. Uma expansão das compras externas, normalmente, reflete uma melhora da atividade econômica. As importações também são importantes para a renovação do parque industrial, pois o País depende de tecnologia estrangeira.
A média diária de importações de US$ 214,3 milhões é 20,7% superior a de agosto. No ano inteiro, para se ter uma idéia da recente recuperação das compras, a média diária está em US$ 185,6 milhões.
A recuperação em setembro, no entanto, não foi suficiente para reverter a queda das importações neste ano. Desde de janeiro, o Brasil comprou do exterior US$ 33,592 bilhões, queda de 2,69% com relação ao mesmo período do ano passado.

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