Cresce recolhimento de embalagens de defensivos agrícolas no Paraná
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
O volume de recolhimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas nos primeiros nove meses do ano no Paraná registrou um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, segundo dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), o Estado recolheu até o mês passado mais de 4,3 mil toneladas de frascos de agroquímicos.
Em volume, o Paraná só ficou atrás de Mato Grosso, considerado o maior estado produtor agrícola do País. Os mato-grossenses recolheram de janeiro a setembro deste ano 8,22 mil toneladas de frascos, volume 7% superior em relação aos nove primeiros meses de 2013. Em todo o Brasil, ainda de acordo com dados do Inpev, foram recolhidas 34,71 mil toneladas até setembro, 8% a mais que o ano passado na mesma base de comparação.
Caio Fernandes, gerente de operações do Inpev no Paraná, avalia que esse ligeiro aumento no Estado se deve a casos pontuais de aparecimento de pragas e doenças em determinadas regiões que, por sua vez, demandaram um maior uso de agroquímicos. Mas Fernandes destaca que o número de embalagens recolhidas até setembro segue dentro dos parâmetros estabelecidos para o período quando comparado aos últimos quatro anos.
Segundo Irineu Zambaldi, diretor técnico executivo da Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), no ano passado, a unidade da associação em Cambé havia recebido, de janeiro até setembro, 780.073 embalagens. No mesmo período deste ano, foram entregues 844.484 frascos vazios. "O volume é maior, mas não significa muita coisa, uma vez que, de acordo com o ano agrícola, o produtor pode antecipar ou retardar a entrega das embalagens. Precisamos comparar os números do ano inteiro para saber se houve mesmo aumento, porque nos próximos meses pode diminuir a entrega", avalia Zambaldi.
Produtor no Distrito de Guaravera, zona sul de Londrina, João Kapsumi Nazima já encaminhou para o depósito do município por volta de 300 embalagens de agroquímicos. O volume, lembra ele, é 20% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Nazima justifica o aumento devido à ampliação da área plantada na primeira safra e o aparecimento de doenças em sua lavoura de soja no último ciclo de verão, que o obrigou a fazer três aplicações de fungicidas.
No ciclo 2013/14, o produtor de Guaravera plantou pouco mais de 225 hectares com soja. Os frascos utilizados dessa safra foram encaminhados para um galpão onde os produtores da região armazenam as embalagens. "Uma vez por ano um caminhão passa no município para retirar as embalagens. Mas, antes de encaminhá-las, faço tríplice lavagem", completa o produtor.
Intensificação
O gerente de operações do Inpev, Caio Fernandes, completa que o recolhimento de embalagens se intensifica principalmente depois do plantio de cada safra. No caso do ciclo de verão, a devolução começa a ficar mais acentuada em janeiro e, no segundo ciclo, a partir de agosto. Outro período utilizado pelos produtores para descartar as embalagens é no pós-colheita.
Além do Paraná e Mato Grosso, outros 12 estados apresentaram crescimento no recolhimento de embalagens até setembro deste ano. São eles: São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Pernambuco e Sergipe.



