Curitiba A produção industrial do Paraná aumentou 8% no primeiro semestre de 2005, em comparação com o mesmo período do ano passado, superior à média nacional de 5%. O resultado da indústria paranaense no semestre foi superado penas pelas indústrias do Amazonas, que cresceram 20,2%. O aquecimento das vendas da indústria automotiva e a ampliação do refino de petróleo são os principais setores que vêm provocando impacto no crescimento da produção industrial do Paraná.
No resultado de junho, o crescimento da indústria paranaense também foi expressivo. Conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a produção industrial do Paraná foi 15,9% maior que igual mês do ano passado. O índice acmulado do primeiro semestre avançou para 8% e nos últimos 12 meses, a produção industrial já é 10,5% maior.
O IBGE constatou aceleração no ritmo da produção indústrial na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano em nove dos 14 estados pesquisados. O Paraná saiu de um crescimento de 4,8% nos meses de janeiro a março de 2005, para 11,1% nos meses de abril a junho. A principal responsável por esse movimento ao longo de 2005 foi a atividade de refino de petróleo e produção de álcool (de -8,8% para 83,5%). No mesmo período, a média brasileira da produção industrial saiu de um crescimento de 3,8% para 6,1%.
Só o refino de petróleo e produção de álcool teve um aumento de 513,5% no mês de junho, o que influenciou fortemente no resultado mensal. O economista do IBGE, André Macedo, atribuiu esse aumento atípico à ampliação da produção ocorrida este ano, tendo em vista que no ano passado, nessa mesma época, a refinaria de Araucária (Repar), estava parada. ''A comparação saiu de uma base zero, no ano passado, para uma produção ampliada este ano'', justificou.
Também apresentaram resultados positivos as indústrias de bebidas, celulose e papel, edição e impressão, minerais não metálicos, máquinas e aparelhos elétricos.
A produção industrial de veículos automotores cresceu 27% em junho, em função do aquecimento nas vendas internas e externas principalmente de caminhões e automóveis, disse o economista. No primeiro semestre de 2005, a produção do setor automotivo já cresceu 35,5%. Já a redução na fabricação de adubos e fertilizantes foi responsável pela queda de 47,9%, em junho, na atividade da indústria de produtos químicos. No semestre, o setor apresenta queda de 34,3% na produção.

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