A Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina divulgou, ontem, o balanço dos atendimentos realizados no ano passado. No total, 24.360 pessoas procuraram o órgão para fazer reclamações sobre serviços - como os de empresas de telefonia e provedores de Internet -, produtos danificados ou assuntos financeiros - como tarifas bancárias ou taxas de juros abusivas. Com relação ao mesmo período do ano anterior (2001), o Procon registrou aumento de cerca de 30% nos processos.
''A procura por atendimento indica uma tomada de consciência dos londrinenses, que estão tentando se proteger e defender seus direitos como consumidores'', afirmou Tito Valle, coordenador do Procon.
O balanço mostra que, dos 2.235 processos registrados no ano passado, 953 foram solucionados. Segundo Valle, em 2002 aumentaram os números de reclamações com relação aos serviços de telefonia celular, seja quanto aos aparelhos celulares ou quanto às áreas de abrangência do serviço. Os consumidores também fizeram queixas relacionadas a provedores de Internet e à cobrança de taxas indevidas. No total, reclamações de serviços somam 41% dos atendimentos realizados pelo Procon. ''Muitas vezes, o consumidor fica assustado com cartas que recebe e acaba pagando contas que não tem que pagar'', lembrou o coordenador.
Assuntos financeiros representam 24% das reclamações dos consumidores de Londrina. As queixas relacionam-se principalmente a altas taxas de juros cobradas por empresas financeiras. Já quanto a produtos defeituosos, o Procon registrou 438 reclamações, o que representa 20% do total de atendimentos. Apesar de não ter registrados os números de atendimentos de 2001, Tito Valle afirmou que o aumento de demanda ao órgão é sensível.
O perfil dos consumidores que vão ao Procon para fazer reclamações foi traçado por uma pesquisa realizada em 2001. De acordo com o levantamento, a maioria das queixas é de pessoas da classe média com instrução - o nível de escolaridade vai do ensino médio completo ou incompleto ao nível superior. ''O número de atendimentos vem aumentando. A mudança para o centro da cidade também facilitou o acesso do consumidor ao Procon'', disse.
Neste ano, cerca de 120 pessoas têm sido atendidas diariamente. Atualmente, a sede do órgão fica na rua Professor João Cândido, 345, no 2º andar do Edifício Tuparandí (centro). ''O processo de defesa do consumidor aumenta cada vez mais. O Procon é uma grande ouvidoria, respeitada em todo o País. É um termômetro da cidadania'', salientou.

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