Cada vez mais o consumidor londrinense opta pela comodidade de encomendar pratos prontos para a ceia de Natal, enchendo de pedidos os estabelecimentos que oferecem esta opção. No Super Muffato – loja da Avenida Madre Leônia – o aumento dos pedidos pelos pratos de final de ano fez com que o supermercado interrompesse as encomendas já no início desta semana. ‘‘O crescimento dos pedidos deve ficar 20% maior do que no ano passado’’, calcula José Vicente Bovo, gerente do estabelecimento.
  De acordo com ele, os pratos com maior saída são leitoa, pernil, salpicão, peru assado, bacalhoada, farofa de Natal e costela. ‘‘Acredito que o aumento na demanda está ligado à tendência dos consumidores de comprar comidas prontas nos últimos tempos. O pessoal opta pela praticidade, não é qualquer um que consegue fazer um assado em casa’’, relata.
  A casa de massas do chef Domingos Miato Junior, conhecido como chef Duma, parou ontem de receber encomendas de carnes por conta da alta demanda. ‘‘Os pedidos já saturaram nossos fornos.’’ As massas estão sendo feitas e vendidas todos os dias. Só ontem, havia mais de 50 travessas deixadas pelos clientes para encomenda das massas, fora os pedidos que seriam entregues em embalagens descartáveis.
  Os preços das massas vão de R$ 14,90 (o quilo do nhoque) a R$ 34,20 (o quilo do rondelli de bacalhau). No caso das carnes, o frango, que teve mais pedidos, sai por R$ 23,50 o quilo. Mas os preços variam de R$ 37 (o quilo do peru) a R$ 64 (o quilo do tender). Duma afirma que este é o período do ano em que a casa de massas recebe mais encomendas.
  Já no Buffet La Francine’s, a expectativa é que os pedidos atinjam pelo menos os números do ano passado. Segundo o proprietário Claudio Missaka, os clientes sempre deixam para a última hora. ‘‘Até agora, foram em torno de 65 encomendas, mas esperamos ultrapassar as 80 do ano passado. É algo que varia muito, há anos em que crescemos 10% e em outros que nos mantemos estáveis’’, relata.
  Missaka afirma que o número de pedidos está relacionado ao dia que será celebrado o Natal. ‘‘Quando as datas festivas caem no início da semana, o pessoal acaba consumindo mais (por causa do descanso prolongado). Neste ano, todos voltam a trabalhar na segunda-feira’’, completa ele. (Colaborou Mie Francine Chiba)

mockup