Arquivo FolhaRenda extraPlanos de previdência privada podem ser opção para manter padrão de vida após aposentadoria: quanto mais cedo começar a poupar, melhorA preocupação do trabalhador em manter o mesmo padrão de vida após a aposentadoria e, também, a reforma da Previdência Social têm provocado o aumento pela procura de planos de previdência privada. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), entidade responsável pela fiscalização das administradoras de previdência privada, a venda de novos planos de aposentadoria complementar atingiu R$ 1,4 bilhão em 1996. Esse valor é quase o dobro do registrado em 1995. Apenas nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas chegaram a R$ 743 milhões.
Pelo projeto de reforma da Previdência Social que transita no Congresso, o teto máximo da aposentadoria oficial será de R$ 1,2 mil. Portanto, para quem ganha acima desse valor, quanto mais elevado for seu salário, maior será também a diferença do seu benefício em relação ao rendimento atual. Por isso, a saída para o trabalhador tem sido os planos de previdência privada.
Novas opções estão surgindo no mercado para quem não pertence a um fundo de pensão, que paga a aposentadoria complementar aos funcionários de uma empresa ou de um mesmo grupo econômico. O próprio governo, interessado em aumentar a poupança interna do País, criou o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), que deverá entrar em vigor a partir de 1º de setembro (leia nesta página).
De acordo com a Susep, existem atualmente 37 entidades, 6 delas sem fins lucrativos, e 39 seguradoras autorizadas a comercializar planos de aposentadoria complementar. Em geral, essas empresas oferecem dois tipos de plano: o de benefício definido e o de contribuição definida. No primeiro, a renda mensal vitalícia pretendida pelo segurado vai determinar o valor da sua contribuição. No segundo, o participante paga uma contribuição, corrigida periodicamente. O saldo no fim do plano é que vai determinar o valor da renda mensal.
Segundo Jairo Antunes Ribeiro, professor de economia da Universidade Católica de Santos e diretor da Long Term Consultoria em Investimento, quanto mais cedo o trabalhador começar a poupar, melhor. ‘‘À medida que a idade avança, o valor das contribuições dos planos terá de ser cada vez maior’’, explica.
Mas, para Ribeiro, as taxas de administração cobradas pelas seguradoras ainda são muito elevadas, se comparadas com a rentabilidade proporcionada pelos recursos dos participantes. Segundo ele, com disciplina, qualquer pessoa pode montar uma carteira de investimento. No caso de um jovem, 75% dos recursos devem ser destinados à renda variável e 25%, à renda fixa. Com o avanço da idade, as aplicações deverão ser cada vez mais conservadoras.

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