Cresce participação da mulher no mercado
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quarta-feira, 03 de março de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A participação da mulher no mercado de trabalho formal aumentou em apenas 3% no período de sete anos no Paraná. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) do Paraná, mostra que em 1995 a participação feminina no mercado de trabalho era de 37% e aumentou para 40% em 2002.
As mulheres também ganham menos que os homens. Enquanto o salário masculino está na média de R$ 828, o da mulher é, em média, R$ 671. Mesmo tendo crescido pouco, a participação da mulher paranaense no mercado de trabalho já é expressiva, afirma o economista do Dieese, Sandro Silva. Para ele, a principal razão para a entrada feminina no mercado é a questão econômica, que obrigou as mulheres a procurarem emprego porque a renda das suas famílias diminuiu. ''Hoje muitos homens não conseguem manter a casa somente com seus salários. Isso sem falar daqueles que estão desempregados.''
Apesar de ainda ser minoria do mercado e ganhar menos, a mulher é mais instruída que o homem paranaense. Enquanto 34,5% dos homens possuem o ensimo médio completo ou incompleto, 42,5% das mulheres concluíram ou ao menos começaram essa fase do estudo. Em relação ao ensino superior esses números são ainda mais discrepantes: 22,8% das mulheres trabalhadoras possuem ou começaram uma faculdade contra 11,5% dos homens.
O setor que mais possuiu mulheres trabalhando é o de administração pública (61,5% dos funcionários da área são mulheres). Segundo Silva, uma explicação é que esse é um segmento onde se entra muito por meio de concursos públicos, o que evita a discriminação e conta a favor para os mais instruídos. O setor de serviços também abriga muitas mulheres (46% do total de trabalhadores). Neste setor, a ramificação médica, odontológica e veterinária tem mulheres como 80,7% dos seus trabalhadores.


