Cresce otimismo na indústria de materiais de construção
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
O pacote de incentivos do governo federal elevou os planos de investimento no setor de materiais de construção, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Dentre os empresários consultados, 81% disseram que pretendem investir ao longo dos próximos 12 meses. O nível é o maior do ano e está acima dos 67% registrados em agosto e dos 77% de setembro de 2011.
As expectativas positivas em relação às ações do governo para os próximos 12 meses também cresceram. Em setembro deste ano, 58% dos empresários afirmaram estar otimistas. Em agosto, eram apenas 36%, e em setembro de 2011, 54%.
A sondagem também mostrou que 70% dos empresários do setor consideraram as vendas boas ou muito boas em setembro, e 81% acreditam que o faturamento será bom ou muito bom no mês que vem. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria de materiais subiu para 83% em setembro, ante 81% em agosto. Por outro lado, a atividade do setor ficou abaixo dos 86% registrados em setembro de 2011.
De acordo com a Abramat, a melhora no setor reflete as ações do governo, como a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção.
Para o diretor da LP Building Products, Rubens Campos, o momento é de otimismo não só por causa dos incentivos do governo. Instalada em 2008 em Curitiba, a empresa oferece uma tecnologia construtiva ainda pouco utilizada no Brasil. ''Se o setor está otimista, nós estamos mais ainda devido às nossas perspectivas de crescimento'', ressalta.
Em Londrina, o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Gerson Guariente, diz que os construtores também estão otimistas, embora o ritmo nas vendas não esteja tão acelerado quanto se esperava. ''Nossa expectativa era vender 7% a mais neste ano e estamos entre 4% e 5%'', revela.
A maior preocupação, no entanto, é outra. ''A não aprovação do Plano Diretor pela Câmara está segurando o mercado. Muitos empreendimentos não podem ser iniciados enquanto o plano não virar lei'', destaca.
Ele conta que a recente derrubada no Legislativo de vetos do ex-prefeito Barbosa Neto à nova Lei de Parcelamento de Solo trouxe ainda mais insegurança à construção civil na cidade. Segundo o presidente do Sinduscon, a decisão dos vereadores obriga todo proprietário que fizer parcelamento ou anexação de terreno a doar 15% da área ao Município. ''Ficou um desastre. Teremos de parar novos negócios até que esse problema seja resolvido'', alega. (Com Agência Estado)



