O otimismo cresceu entre os empresários da indústria da construção em fevereiro na comparação com janeiro, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para os próximos seis meses, há expectativa de melhora em relação ao nível de atividade, a novos empreendimentos e serviços, a compras de insumos e ao número de empregados.
As perspectivas para o nível de atividade registraram 62,2 pontos em fevereiro, dado superior aos 58,6 pontos de janeiro e idêntico ao resultado de fevereiro de 2011. Pela escala da CNI, que vai de zero a 100 pontos, valores superiores a 50 pontos indicam expectativas positivas.
''A construção civil em Londrina não viveu momento de pessimismo. Para nós, as perspectivas continuam boas. Desde 2008, que foi um ano muito acima do que esperávamos, o nosso otimismo continua em alta'', afirma o coordenador de Comunicação da Vectra Construtora, Fábio Mansano.
Segundo ele, a empresa pretende crescer entre 8% e 10% neste ano. ''2012 promete ser bastante positivo'', ressalta. O próximo lançamento da empresa é um empreendimento com 240 apartamentos na Avenida Duque de Caxias, perto da Prefeitura, ao preço de R$ 180 mil cada. ''Passamos cinco anos só falando em Gleba Palhano, que ainda continua visada para novos empreendimentos. Mas todas as construtoras estão procurando novos nichos'', declara.
A gerente regional da Plaenge, Célia Catussi, diz que o comportamento dos clientes ajuda a elevar o otimismo das empresas. ''As pessoas que estão nos procurando querem comprar e não especular'', ressalta. Por isso, a empresa espera crescer entre 15% e 20% neste ano.
O próximo lançamento da Plaenge será na Rua Tupi, no Centro, onde a empresa vai construir um condomínio com 84 apartamentos com preço médio de R$ 600 mil. Questionada se terminou o boom da Gleba Palhano, ela nega e diz que a construtora também vai lançar em breve um novo projeto naquele bairro da Zona Sul. ''Nós investimos onde as pesquisa mostram que há tendência de mercado'', salienta.
Já a A.Yoshii prevê um crescimento ainda maior em 2012. Segundo o diretor de Incorporação, Sílvio Muraguchi, a estimativa é de algo em torno de 40%. A conquista de novos mercados são a justificativa para tal otimismo. ''Realizamos projetos em Arapongas, Apucarana e Maringá que nós deixaram muito satisfeitos'', conta.
A empresa vai lançar em breve empreendimento com 88 apartamentos na Gleba Palhano, com preço médio de R$ 410 mil. ''O mercado está muito aquecido, mesmo nos dois primeiros meses do ano que constumam ser menos movimentados'', destaca.
Para o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon - Norte do Paraná), Gerson Guariente, um dos principais motivos para o otimismo que reina no setor são as ''notícias vindas dos agentes financeiros de que há disponibilidade de recursos para tocar os projetos''.
A projeção de crescimento do Sinduscon é de 6% para 2012. ''Mas podemos crescer mais se os vereadores aprovarem o novo Plano Diretor'', declara. De acordo com Guariente, há ''quatro ou cinco'' grandes projetos parados esperando as novas regras do plano cuja tramitação não avança na Câmara Municipal. (Com Agência Estado)

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