Cresce otimismo entre os brasileiros
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quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - A melhora nas expectativas em relação ao desemprego e à inflação nos próximos meses se refletiu no Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), que registrou uma variação positiva no terceiro trimestre do ano, depois de dois trimestres consecutivos com recuo. Segundo os dados apresentados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Inec teve um aumento de 5%, somando 103,03 pontos. O resultado é o melhor para terceiros trimestres desde o início da série, em 1997. Segundo a CNI, a melhora do indicador mostra que ''os consumidores estão finalmente sentindo os efeitos do reaquecimento da economia''.
O índice é resultado da média ponderada de várias perguntas sobre itens como inflação, emprego, intenção de compras e satisfação com a vida. A pesquisa, trimestral, ouviu 2002 pessoas em todo País. Embora tenha apresentado melhora na comparação com as pesquisas anteriores, a preocupação com a inflação ainda é forte. Cinquenta por cento dos entrevistados ainda acham que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses. Dezessete por cento acham que vai diminuir e trinta e três por cento acreditam que o índice de inflação não vai mudar.
O grande destaque foi a melhora nos indicadores sobre emprego, que vem crescendo a cinco trimestres. O indicador que mede a expectativa em relação ao aumento do desemprego aumentou 11,9% em relação ao segundo trimestre do ano, atingindo o melhor resultado para terceiros trimestres. O porcentual de entrevistados que acreditam na queda do desemprego nos próximos seis meses é de 32%, o maior registrado desde junho de 2003. No trimestre anterior, este porcentual era 23%. Mas 46% continuam achando que o desemprego vai crescer nos próximos meses, embora esse porcentual tenha sido de 57% na pesquisa anterior. Vinte e dois por cento acham que a situação do desemprego vai continuar a mesma nos próximos seis meses.
Trinta e cinco por cento dos entrevistados afirmaram ter muito medo de perder o emprego, 26% tem um pouco de medo e 28% não têm medo. Onze por cento dos entrevistados declararam estar desempregados.
O Inec verificou ainda que 20% dos entrevistados têm a intenção de comprar mais nos próximos três meses, enquanto 27% esperam comprar menos e 54% querem manter o volume de compras. Os números mostram uma variação positiva de 3,8%, ante a pesquisa realizada no segundo trimestre do ano. Segundo a CNI, é o melhor resultado deste ano e para o trimestre desde 2001.


