Enquanto o País inteiro se preocupa com o crescimento do desemprego, um grupo de profissionais passa ao largo da crise mundial no Paraná. Os executivos paranaenses estão comemorando o aumento na oferta de trabalho no último ano. Uma pesquisa feita pelo head hunter - ou ‘‘caçador de talentos’’ - Márcio Bamberg mostra que houve um crescimento de 25% na oferta de vagas, nas empresas, para cargos de diretores e gerentes. A variação é verificada comparando a média mensal deste ano com a do ano passado.
O levantamento mostra que de janeiro a maio deste ano foram ofertadas 392 oportunidades de emprego para executivos, no Paraná, volume que se continuar no mesmo ritmo de crescimento baterá recordes até o final do ano. Para se fazer uma comparação, as empresas paranaenses contrataram 750 executivos durante os 12 meses do ano passado. O número de 1998 já superou longe a oferta de 96, quando foram chamados 250 profissionais.
O setor paranaense que mais contratou executivos foi a indústria com um total de 39% das ofertas de emprego para executivos. Em seguida aparece o segmento de serviços com 35%, contrariando a tendência nacional e mundial, onde a área de serviços é a que mais cresce. ‘‘O Paraná passa por um processo de industrialização e por isso a indústria é a que mais contrata’’, avalia Bamberg. Ele acredita que esta situação é momentânea e que nos próximos anos o setor de serviços voltará à liderança.
Entre o setor industrial, a área de auto-peças contratou 14% dos 392 executivos entre janeiro e maio. No setor de serviços, a maior contratação foi na área de telecomunicações, com 7,2%.
Os dados relativos a maio mostram ainda que tanto na indústria, comércio quando em serviços a maior oferta de empregos é para gerente de vendas. Das vagas ofertadas para a área mercadológica, 15,3% foram para gerente de vendas e 10% para gerente comercial. ‘‘Devido à concorrência entre as empresas, esta é uma área tradicionalmente líder em contratação’’, diz Bamberg. Entre os cargos administrativos, o gerente administrativo e o gerente financeiros têm a maioria das ofertas de emprego.
A pesquisa de Bamberg é feita diariamente nos jornais de circulação estadual, nas páginas da Internet e também junto às empresas e agências de consultoria. Em seguida, é feito um balanço mensal que serve como termômetro para ele saber como anda o mercado para os seus clientes. Bamberg trabalha com cerca de 30 empresas paranaenses ou em fase de instalação no Estado, entre elas estão a Chrysler do Brasil, O Boticário, Phillip Morris, Souza Cruz, Impressora Paranaense, Minasgás e Construtora Cidadela.
O seu trabalho é descobrir quem é o executivo ideal para assumir determinada função dentro de uma empresa. O head hunter é contratado para ‘‘caçar o talento’’ e por isso vai atrás dos executivos. ‘‘Temos que identificar quem tem o perfil exato para o cargo a ser preenchido e por isso a gente tem que fazer um longo trabalho de pesquisa e avaliação’’, afirma Bamberg. Normalmente, ele sai à procura de profissionais que vão ganhar de R$ 4,5 mil para cima. Quando consegue encontrar o perfil ideal, um head hunter consegue embolsar de 1,5 a três salários do profissional contratado. Em São Paulo, a remuneração pode chegar a oito salários.Marcelo AlmeidaCaça-talentosBamberg: ‘‘Missão é descobrir o executivo ideal para assumir funções específicas dentro da empresa’’Carmem Murara

mockup