O nível de emprego cresceu 0,80% no Paraná e 0,47% na Região Metropolitana de Curitiba, durante o mês de junho. Esse resultado representa a geração de 11.217 postos de trabalho no Estado, sendo 2.760 postos na RMC. A pesquisa é do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos e tem como base a geração dos empregos formais de trabalho.
Com o resultado de junho, a geração de empregos apresenta desempenho positivo no Paraná e RMC durante o primeiro semestre desse ano, interrompendo o ciclo negativo de perda do emprego, que vinha ocorrendo ao longo do ano passado, avaliou Cid Cordeiro, economista do Dieese. Com esse resultado positivo, Curitiba que ocupava a sexta colocação no ranking da criação de empregos nos últimos dois meses, passou a ter o segundo melhor desempenho no mês de junho e nos primeiros seis meses do ano. Apesar disso, Cordeiro ressalta que ainda é de 50%, em média, o nível de informalidade nos empregos em Curitiba e no Estado.
No Estado, o bom desempenho da agricultura e os empregos gerados pela cafeicultura e lavouras de cana-de-açúcar, entre os meses de abril a junho, sustentaram o crescimento do emprego. Nesse setor foram criados 5.291 postos de trabalho. O comércio varejista, criou 1.603 novos empregos; a indústria alimentícia e de bebidas, 1.127; administração de imóveis, 995; indústria de material de tranportes; 514; e a indústria têxtil e do vestuário, 392 empregos.
Na RMC, o desempenho positivo no mês de junho foi puxado pelo comércio varejista, responsável pela criação de 647 empregos, administração de imóveis com mais 624 empregos, as montadoras contrataram 474 pessoas e os Serviços de Transporte geraram 163 empregos. Tanto no Estado como na RMC, o setor da construção civil foi um dos que mais eliminou empregos, principalmente no que se refere a construção de imóveis residenciais.
Porém no primeiro semestre do ano, o nível de emprego no setor da construção civil evoluiu 1,94% no Estado e 8,51% na RMC. Esse percentual elevado, em contraposição à extinção de postos de trabalho verificada em junho, foi justificado em função da realização de obras viárias nos municípios. No levantamento do últimos 12 meses, o Dieese constatou que o setor que mais contratou na RMC foram as montadoras.

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