Cresce o nível de emprego nas indústrias do PR
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terça-feira, 29 de abril de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O emprego na indústria paranaense cresceu 0,84% no mês de fevereiro em comparação a janeiro, com a abertura de 3.445 novos postos de trabalho, apesar da queda de 2,45% na produção industrial. Noventa e um por cento das vagas foram geradas no Interior, que concentra a maior parte das indústrias de alimentação e de madeira e mobiliário. Os dois setores foram responsáveis por mais de 1,8 mil dos novos empregos.
Os dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em parceria com a Federação dos Trabalhadores na Indústria do Paraná (Fetiep) divulgada ontem.
No bimestre (janeiro/fevereiro), a indústria acumula crescimento de 1,40%, com a criação de 5.972 postos de trabalho, sendo que 84,6%, ou 4.831 vagas abertas no Interior. Os subsetores que mais empregaram foram a indústria de alimentação e bebidas (1.413 vagas); indústria de madeira e mobiliário (991 vagas); indústria metalúrgica (726 vagas); indústria de material de transporte que inclui as montadoras de veículos (569 vagas); indústria têxtil (542 vagas); e indústria mecânica (534 vagas).
A produção industrial em fevereiro registrou queda em relação ao mês anterior, mas no bimestre acumula crescimento de 8,61% e de 3,01% no acumulado dos últimos 12 meses. Na comparação com fevereiro do ano passado, o índice também é positivo: 9%.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, desde agosto de 2002 a produção vem aumentando e atingindo níveis de crescimento superiores à média nacional. O desempenho positivo, segundo ele, deve-se principalmente ao aumento nas exportações. Em fevereiro deste ano, a indústria paranaense exportou 26,55% a mais do que no mesmo mês de 2002. Nos últimos 12 meses, as exportações acumulam crescimento de 62,51%. Os setores que mais influenciaram esse aumento foram os de alimentação e bebidas e de madeira e mobiliário.
O Dieese, segundo Sandro Silva, projeta que o Paraná deverá fechar o ano com resultado superior a 2002 na produção industrial, caso mantenha a tendência de crescimento observada desde agosto do ano passado. De acordo com o economista, a expectativa é de a indústria paranaense atinja índice próximo ao registrado em 2001, que foi de 3,75%. O cenário otimista, segundo ele, deve-se à queda do dólar e da inflação, além da maior confiança no governo.


