SÃO PAULO - O Indicador de Nível de Atividades (INA) da indústria paulista cresceu 2,4% em outubro em relação da setembro, segundo o levantamento de conjuntura feito pelo Departamento de Economia (Decon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O valor real das vendas do setor no período aumentou 3,6%.
Se forem descontados os efeitos sazonais característicos dessa época do ano, os indicadores de conjuntura apurados pela Fiesp mostram que essa atividade tende a se estabilizar no estado, segundo análise feita ontem pelo diretor do Departamento, Boris Tabacof. O INA dessazonalizado cresceu apenas 0,6%.
Os fatores de crescimento, que vinham impulsionando as atividades industriais, devem se esgotar nos próximos meses, acredita Tabacof. Entre esses, o efeito da liberalização do crédito ao consumidor, que contribuiu para uma forte expansão das vendas de produtos eletroeletrônicos e de veículos. ‘‘A hipótese de um novo surto de crescimento da atividade industrial em 1997 só se confirmará com o estímulo às exportações’’, acrescentou Tabacof.
A indústria deverá encerrar o ano com um resultado em torno de 6% maior do que o do ano passado, acredita o diretor. Nos primeiros dez meses, as atividades alcançaram nível 5,6% mais elevado do que entre janeiro e outubro de 1995, período em que o valor das vendas aumentou 4,6%.
Cenários Os empresários e economistas que integram o Conselho Superior de Economia da Fiesp se reuniram ontem pela manhã na sede da entidade e concluíram que a manutenção do ritmo de crescimento da indústria depende das medidas de estímulo às exportações que esperam ver anunciadas pelo governo até o fim do ano. Segundo acreditam, a inflação em 1997 deverá cair, mas o déficit da balança comercial vai permanecer. Isso, porém, segundo concluíram, não deve ser motivo de preocupação.
O governo deverá estimular as exportações por meio ao financiamento das vendas ao exterior e de ajustes da política fiscal. Com isso, as empresas exportadoras poderão compensar créditos de impostos recolhidos durante as diversas fases da produção e da intermediação interna dos artigos dirigidos ao Comércio Exterior, informou o diretor Tabacof.

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