O consumo de água de côco explodiu nos últimos anos em Curitiba. A grande causa disso foi a proliferação de quiosques da franquia Côco Express dentro de supermercados e shoppings, oferecendo o produto o ano inteiro. A empresa já tem 37 pontos em toda a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e deve fechar maio do ano que vem com pelo menos 60. Porém, a expansão dos negócios está dificultando a vida de outras empresas que vendem côco na forma tradicional.

Segundo o licenciado da Côco Express para atuar no mercado de Curitiba e região, Tarcísio Machado, proprietário da Mister Côco, são vendidos cerca de 30 mil litros de água de côco por mês. Nos meses de verão o consumo pula para perto de 70 mil litros.

Segundo Machado, que está no mercado desde 1997, o preço do produto está caindo. A franquia serve o líquido em copos de 200 ml (ao preço de R$ 1,00), 300 ml (R$ 1,50), 400 ml (R$ 2,00) e 500 ml (R$ 2,50). ''O nosso preço já caiu cerca de 30%, mas ao consumidor não caiu muito por causa dos custos de locação'', afirmou. Ele prevê que nos próximos dois anos haja redução no valor, já que deve aumentar a oferta de côco na cidade.

Mesmo durante o inverno o consumo de água de côco é razoável, disse Machado. ''A cada inverno que passa, o consumo aumenta em torno de 20%''. Segundo ele, muitas pessoas criaram o hábito de consumir o produto por orientação médica. ''Elas substituem o soro e bebem água de côco, por causa das propriedades naturais'', observou.

De acordo com Machado, a boa localização de quiosques, geralmente dentro de hipermercados e shoppings, também explica as boas vendas o ano inteiro. No quiosque do Côco Express dentro de um supermercado Extra, são vendidos cerca de 41 litros de água de côco por dia. Segundo a atendente Gisele Vieira Pires, o consumo aumenta com a proximidade do fim-de-semana, mas o movimento diário no supermercado ajuda as vendas. ''Sempre está cheio aqui no mercado, e mesmo tarde da noite, quando está frio, as pessoas bebem água de côco'', contou.

A barraca Frutas do Tio Lori trabalha desde 1996 vendendo côco verde. De acordo com um dos proprietários, Denilson Batista, durante o verão são comercializados até 7 mil unidades a cada 10 dias. Ele disse que o consumo em sua loja não aumentou muito nos últimos anos e acredita que isso aconteceu porque a concorrência aumentou. ''No início éramos apenas em dois distribuidores. Hoje há uns oito, e com quiosques em shoppings e supermercados eles vendem mais fácil'', afirmou.

Batista vende o côco verde a R$ 1,50 a unidade, com cerca de 400 ml. Ele disse que mantém o mesmo preço durante o ano todo, mas para isso diminui a margem de lucro no verão.

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