Cresce número de tentativas de fraudes contra consumidores
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sábado, 10 de novembro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
A cada 15 segundos, um consumidor brasileiro é vítima de tentativa de fraude, segundo a Serasa Experian. Golpistas fazem compras e empréstimos utilizando cartões de crédito ou talões de cheque obtidos ilegalmente a partir de dados das vítimas ou então por meio de seus documentos furtados ou extraviados.
De acordo com o indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes, divulgado ontem, o número de casos cresceu 7% no País de janeiro a setembro deste ano, passando de 1.377.033 para 1.478.397 registros. A comparação é com o mesmo período de 2011. Não é possível saber quantos golpes foram praticados de fato.
A maior parte dos registros, 36%, se deu em estabelecimentos do setor de serviços: seguradoras, construtoras, imobiliárias, salões de beleza, agências de turismo, entre outros. Em segundo lugar, está o setor de telefonia, com 33% dos casos (golpistas utilizam o CPF da vítima para adquirirem linhas telefônicas). Depois, vêm os bancos e financeiras (18%) e o varejo (11%).
A emissão de cartões de crédito por meio de documento falso ou roubado é um dos golpes mais usados, segundo a Serasa Experian. Mas há golpistas que chegam a abrir conta em banco com os documentos furtados.
''É comum, no dia a dia, apresentarmos nossos documentos a quem não conhecemos. E há ainda os cadastros pela internet'', lembra Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. Segundo ele, as fraudes tendem a crescer no final do ano na mesma proporção do aumento da oferta de crédito.
Os cuidados recomentados pela instituição para evitar os golpes podem ser vistos em quadro nesta página. Além de fazer o boletim de ocorrência na Polícia Civil, a Serasa Experian diz que o consumidor cujos documentos foram roubados ou extraviados deve registrar gratuitamente o ocorrido no site www.serasaconsumidor.com.br. Assim, toda vez que houver uma consulta de seu CPF, a loja será informada do problema.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro, diz que não há estatísticas disponíveis sobre golpes ao consumidor, mas que 60% dos boletins de ocorrência registrados em Londrina dizem respeito a extravios, furtos e roubos de documentos. Ele resssalta que o B.O. não garante que o consumidor ficará livre de prejuízos. ''Mas ajuda a comprovar que o documento foi roubado ou extraviado antes da fraude'', declara.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) orienta todos os lojistas associados a conferirem os documentos dos clientes tanto nas compras com cheque, como naquelas feitas por meio de cartão de crédito. ''Também devem fazer a consulta ao Serasa porque assim saberão se o dono do CPF perdeu ou teve documento roubado'', diz o assessor jurídico da entidade, Fabrício Salla.
Na Associação Comercial do Paraná (ACP), segundo a supervisora de serviços, Simone Scuissato, são oferecidos treinamentos sobre fraudes de documentos. ''Ensinamos a identificar se um RG, por exemplo, é verdadeiro ou falso'', afirma. Além disso, de acordo com ela, os lojistas são orientados sobre como atuar caso desconfiem de quem está fazendo a compra. ''Há muitas lojas que não tomam cuidados a esse respeito e nós trabalhamos para que procedam da forma correta'', conta.
Mesmo só vendendo seus produtos presencialmente, a Sercomtel já sofreu com os golpistas e teve de arcar com os prejuízos. Segundo o gerente de Faturamento, Serviços e Fraudes da operadora, José Luiz Del Fio, os vendedores checam todos os documentos dos clientes. ''Mas muitas vezes, a falsificação só é identificada por peritos'', justifica.
De acordo com ele, o setor faz um trabalho ativo de busca por fraudes. ''O sistema nos avisa quando uma conta apresenta anomalia, quando as ligações ocorrem fora de um padrão'', salienta. O gerente não forneceu o número de fraudes registradas pela Sercomtel.



