Cresce número de empresas golpistas
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sexta-feira, 14 de julho de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A quantidade de empresas golpistas no mercado está aumentando. É um ''negócio'' lucrativo que, no ano passado, causou prejuízos de cerca de R$ 64 milhões em todo o País. Além disso, essa ação refletiu diretamente no volume de cheques devolvidos por falta de fundos que aumentou 43%, enquanto o número dos títulos protestados cresceu 24% em 2005, comparando com 2004. No estudo apresentado pela Equifax, empresa de análise de crédito, a quantidade de empresas abertas ou montadas para lesar indústrias creceu 6% no ano passado.
Segundo o levantamento, os setores mais atingidos são os de materiais de construção, telefonia, alimentação e materiais elétricos. Além disso, os segmentos de leasing e financiamento de veículos também foram afetados. ''Os golpistas atuam em segmentos e mercados que oferecem mercadorias de fácil comercialização. São artigos que eles (golpistas) conseguem revender rapidamente'', afirma Alexandre Kanbach, gerente comercial da Equifax. A pesquisa foi feita com base em informações repassadas pelos clientes da empresa que chegaram a ser assediados pelos fraudadores.
Para evitar cair em golpes, os empresários devem tomar certos cuidados, principalmente, com novos clientes. Algumas dicas são: consultar o CNPJ da empresa e conferir o CPF dos sócios; verificar se a empresa tem algum problema no mercado; se o empreendimento existe de fato através da confirmação de enderaço fornecido. Na avaliação de Kanbach, um dos principais atrativos para o aumento do número de fraudadores é a estabilidade da economia porque cresce, proporcionalmente, o volume de dinheiro em circulação no mercado. ''Os golpistas vão atrás desse dinheiro'', diz.
Ele acrescenta que esse tipo de crime é de difícil punição. Raramente os empresários lesados conseguem recuperar seus prejuízos e os autores são identificados e presos pela Polícia. ''Nesse caso é melhor prevenir do que remediar, são quadrilhas especializadas que trabalham com um esquema bem montado'', afirma. Proporcionalmente, a Região Sul foi a que mais registrou a ocorrência de golpes. O índice subiu 1,2%. A boa notícia é que no Paraná as fraudes caíram, os golpes foram concentrados no Rio Grande do Sul. Nas regiões Norte e Sudeste, a incidência de fraudes cresceu 1%.


