Cresce número de empregos formais em Londrina
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O número de empregos formais (com carteira assinada) aumentou 0,71% em setembro, em Londrina. Neste mês, foram criadas 776 novas vagas na indústria (+0,98%), comércio (+0,76%) e serviços (+0,87%), conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado ontem.
Em contrapartida, Londrina possui 16 mil desempregados que representam 7% da População Economicamente Ativa (PEA) local de 234 mil pessoas. De acordo com Mauro Viecilli, coordenador municipal do Sine, a maioria dos desempregados é composta por homens entre 16 e 24 anos e acima dos 38, com primeiro grau completo ou incompleto.
''A mulher tem mais facilidade para encontrar uma vaga porque ela é considerada mais dedicada, mais confiável e mais resistente às adversidades. Normalmente, sua melhor fase profissional restringe-se abaixo dos 30 e depois dos 45 anos. Nesse meio tempo, muitas mulheres deixam de estudar e se reciclar para cuidar melhor da família'', disse Viecilli. Em geral, elas são muito procuradas pelo comércio, indústrias de confecções e empresas de call center.
No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, Londrina criou 6.833 novas oportunidades de trabalho. Neste caso, o principal empregador foi o comércio (+7,52%), seguido pelo setor de serviços (+7,45%) e indústria (+7,37%).
''A cada nova contratação aumentamos a possibilidade de geração de outras vagas porque o assalariado vai gastar mais que o desempregado e, portanto, incentivar o aumento de produção'', explicou o presidente da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Gabriel Ribeiro de Campos, que estima encerrar dezembro com mais de nove mil novos empregos acumulados no ano.
O estudante Marcelo da Silva, 23 anos, é um dos felizardos que retornou ao mercado de trabalho, em setembro, por intermédio do Sine. Com seis meses de experiência, ele conquistou o posto de auxiliar de almoxarifado numa empresa de peças e serviços para aviões. ''Fiquei dois meses desempregado e acredito que a facilidade para encontrar um novo emprego deve-se ao conhecimento na área'', disse o rapaz que chegou a escolher emprego. Seus planos para o futuro resumem-se a continuar trabalhando durante o dia e ser aprovado no próximo vestibular de Educação Física.


