Cresce número de cheques devolvidos no Paraná
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terça-feira, 28 de outubro de 2003
Reportagem Local 
O número de cheques devolvidos no Paraná aumentou 27,6% em setembro em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a CheckOK empresa nacional de verificação eletrônica de crédito a cada mil cheques compensados no Estado, 48 foram devolvidos contra 38 registrados há um ano. Em compensação, o índice de inadimplência medido pela devolução de cheques caiu 1,6% de agosto para setembro deste ano.
O resultado é reflexo do que aconteceu no Brasil e, segundo Guilherme Castilho, analista financeiro da ABM Consulting, é uma tendência que deve atravessar o ano graças à queda na taxa de juro. ''Embora tenha feito pouca diferença no dia-a-dia, essa redução vai colaborar indiretamente para que o último trimestre seja o melhor do ano''.
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De acordo com a Serasa (Centralização dos Serviços Bancários), de janeiro a setembro deste ano, a inadimplência de pessoa física cresceu 5,9% em comparação ao mesmo período de 2002 que já havia evoluído 28,8% em relação a 2001. No caso da pessoa jurídica, a inadimplência sofreu alta de 6,7% nos primeiros nove meses deste ano considerando o mesmo período de 2002 que também registrou um crescimento de 8,4% em relação a 2001.
Ainda segundo a Serasa, o volume de crédito na economia cresceu mais que a inadimplência total. As linhas de financiamento cresceram 74,7% de janeiro de 1999 até agosto de 2003, último dado disponível pelo Banco Central, enquanto a inadimplência subiu 72,8% de janeiro de 1999 a setembro de 2003, isto sem considerar o crédito mercantil (entre empresas) e aquele concedido via cheques pré-datados.
Para as pessoas físicas, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados, o aumento das tarifas públicas e impostos dificultaram o pagamento de compromissos assumidos anteriormente e obrigaram o consumidor a restringir os gastos e adiar compras para saldar as dívidas. Algum fôlego deve ser verificado no último bimestre por conta do 13º salário.
No caso das empresas, os juros reais elevados e a baixa atividade econômica incentivaram a pontualidade no pagamento dos fornecedores. No entanto, em agosto e setembro essa capacidade chegou à exaustão, principalmente, entre as micro, pequenas e médias empresas.
As expectativas são de que a aguardada recuperação da atividade econômica traga uma queda mais acentuada na inadimplência e sinalize melhores condições para a oferta e a demanda por crédito no primeiro trimestre de 2004.


