Cresce nível de emprego no Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de dezembro de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pelo segundo ano consecutivo, o nível de emprego no Paraná, no mês de novembro, apresentou alta, quebrando o comportamento histórico de queda registrado até 2002. O aumento no número de vagas no mercado de trabalho foi de 0,32%, gerando um saldo de 5.575 empregos. O desempenho é um pouco superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando houve crescimento de 0,26% e abertura de 4.212 novas vagas.
Com o resultado de novembro, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Estado é de aproximadamente 1,738 milhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
A Região Metropolitana de Curitiba respondeu por 75,87% do total de empregos criados no Estado, registrando alta de 0,62% em relação a outubro. O Interior, que de fevereiro a setembro superou a geração de emprego, teve crescimento de 0,13%, respondendo por 24,13% das vagas.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, essa tendência deve se manter até janeiro como reflexo do impacto negativo da agropecuária nos números do Interior. Com o período de entressafra, o número de postos é reduzido tanto no campo como na indústria de alimentos. Já o aumento na região metropolitana é justificado pelas contratações temporárias aliado, também, à recuperação da economia.
De janeiro a novembro, foram criados no Estado 153.965 empregos, o que representa um crescimento de 9,72%. Em termos percentuais, o Paraná apresentou o sexto melhor desempenho na comparação com os demais Estados. Em saldo de empregos, fica atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O bom desempenho do Interior teve grande peso no resultado do Estado, já que respondeu por 70,23% das vagas criadas (108,1 mil) e teve crescimento de 11,42% no período. A região metropolitana registrou um aumento de 7,19%, com a geração de 45,8 mil postos de trabalho ou o equivalente a 29,77% do total.
Para o Dieese, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (15%) ainda permanece em um patamar elevado. A estimativa é de que existam 200 mil pessoas fora do mercado de trabalho.


