Curitiba O nível de emprego formal no Paraná cresceu 0,75% em setembro, na comparação com agosto, e 8,72% no acumulado dos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período de 2003. Esses percentuais significam que, só em setembro, houve a geração de 12.946 novas vagas e de janeiro a setembro a abertura de 138.209 postos de trabalho no Estado. O interior, como já vem acontecendo ao longo do ano, continua sendo destaque na geração de emprego. Em setembro, 64% das vagas estão no interior e no acumulado do ano esse índice é de 73,5%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) no Paraná.
Em setembro, na comparação com agosto, o maior destaque na geração de empregos foi o comércio varejista, com a abertura de 2.494 novas vagas, sendo 63,2% no interior. Contudo, o economista do Dieese-PR Sandro Silva explicou que esse crescimento é sazonal se deu em função do início da contratação de trabalhadores temporários para o Natal. Em segundo lugar, ficou a indústria de produtos alimentícios e bebidas, com a geração de 2.211 postos de trabalho, sendo 53,5% na RMC. ''A indústria de alimentos sempre tem um resultado melhor no interior, mas com a entressafra, a RMC vem produzindo mais'', explicou. Já a indústria textil e do vestuário é o terceiro setor que mais gerou empregos em setembro, aumentando em 1.096 seu número de vagas, sendo 96% delas no interior do Estado.
Segundo o economista do Dieese, setembro deve ser o último mês que o nível de emprego formal no Paraná vai apresentar alta acima de 0,50%. ''Agora começa a desaceleração das contratações, culminando com muitas demissões dos empregados temporários em dezembro, o que acaba gerando números negativos'', explicou. Essa desaceleração pode ser vista na comparação do índice de setembro paranaense com o nacional. O Estado vinha seguidamente apresentando números maiores que o Brasil na geração mensal de empregos. Porém, em setembro o índice de crescimento de empregos nacional foi 0,80%, meio ponto percentual acima do Paraná. Já no acumulado dos primeiros nove meses do ano o Estado continua acima da média brasileira, que é de 7,16%.
No acumulado de janeiro a setembro desse ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, a geração de empregos no Estado continua maior em setores que já vem apresentando bom desempenho há pelo menos dois anos. Entre eles está a indústria de alimentos e bebidas, que esse ano gerou 22.738 empregos até setembro, sendo 94% do total no interior, o comércio varejista, com a abertura de 21.722 novas vagas e a agricultura, com a geração de 16.369 postos de trabalho.

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