Cresce mercado de seguro de pessoas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de março de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Impulsionado pela melhora da renda no País, o mercado de seguros de pessoas vem crescendo aceleradamente nos últimos anos. Em 2012, movimentou R$ 21,8 bilhões, crescendo 14,45% na comparação com 2011, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa 74 empresas que comercializam produtos de vida e previdência. Também em 2012, foram pagos cerca de R$ 5,7 bilhões referentes a esses seguros.
O seguro viagem, que cobre acidentes, extravio ou perda de bagagens, despesas hospitalares e médicas de turistas em deslocamentos no Brasil e exterior, foi o destaque no período. Foram comercializados R$ 68,1 milhões nesta modalidade, expansão de 59,28% em relação ao ano anterior.
Também chama atenção o crescimento de 42,24% do seguro educacional. Esta modalidade serve para pagamento de mensalidades escolares em caso de morte, invalidez ou desemprego da pessoa que provém o estudante.
Na Eduardo Prazeres Corretora de Seguros e Consórcios, as vendas estão cada vez mais diversificadas. "Desde 2006, nós procuramos trabalhar com produtos diversos, além do seguro do automóvel, que sempre foi nosso carro-chefe", afirma Eduardo Prazeres. Ele diz ter se antecipado à tendência que vem se confirmando nos últimos anos. "Com o aumento da renda no País, era de se esperar que as pessoas passassem a investir mais em seguro", alega.
No ano passado, Prazeres diz ter vendido 20% mais seguros de viagem que em 2011. "Tem gente que já compra o seguro na própria agência de viagem ou no site da companhia aérea. Mas algumas corretoras também já oferecem esse produto. Vale a pena comparar os preços", declara.
Além dos de viagem, o empresário conta que tem crescido o número de clientes que procuram o seguro de responsabilidade social. "A pessoa vai fazer uma cirurgia e compra o seguro para o caso de haver algum erro médico", exemplifica. Os seguros de vida individuais, segundo ele, são produtos que ainda vão ganhar espaço no mercado. "O brasileiro ainda não tem essa cultura", comenta.
Por outro lado, a corretora tem vendido mais seguros de vida coletivos. "Esse é um produto cada vez mais pedido pelos sindicatos nas negociações com as empresas", explica.
O publicitário Felipe Morales Magalhães, de 31 anos, não viaja para o exterior sem seguro. "Se eu tiver um problema lá fora, precisar engessar uma perna, por exemplo, vou gastar US$ 5 mil dólares", estima. Por R$ 450, ele acaba de comprar um seguro de quatro meses pois está de malas prontas para o Canadá, onde vai fazer mestrado. "Depois do quarto mês, tenho direito à assistência médica canadense. Mas até então eu preciso me garantir", declara.

Leia também:
- Caixa prioriza nova classe média


